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Humor externo melhorou e puxou alta na Bovespa e queda no dólar

SÃO PAULO - A quarta-feira foi de recuperação para os mercados brasileiros, que seguiram alinhados como humor externo. A preocupação com o setor financeiro caiu um pouco depois que Timothy Geithner, apontado para o Tesouro dos Estados Unidos, indicou que Barack Obama estuda um plano para ajudar os bancos.

Valor Online |

Em audiência no Senado, Geithner disse o projeto para revigorar o lado real e financeiro da economia deve ser apresentado em algumas semanas.

Na renda variável, além do noticiário favorável, retomadas técnicas também cabiam, pois o Dow Jones caiu abaixo dos 8 mil pontos e o Ibovespa estava na mínima de 2009.

Por aqui, a valorização das commodities também impulsionou as compras na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com destaque para Petrobras, Vale e siderúrgicas, o índice subiu 3,41%, encerrando aos 38.542 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,47 bilhões.

Em Wall Street, o dia também foi positivo, com Dow Jones registrando alta de 3,51%, para 8.288 pontos, enquanto o Nasdaq aumentou 4,60%. Destaque para o papel do Citigroup que disparou 31%.

O mercado de câmbio também refletiu o ambiente positivo do dia, com o dólar voltando a perder valor para o real. Depois de uma breve tentativa de alta, a moeda fechou o dia valendo R$ 2,350 na compra e R$ 2,352 na venda, queda de 0,84%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve desvalorização de 0,82%, fechando a R$ 2,3515. O giro financeiro somou US$ 74,5 milhões, menos da metade do observado ontem.

O Banco Central fez nova atuação no mercado à vista, vendendo moeda a R$ 2,3516. Também foi efetuado o terceiro leilão para a rolagem dos swaps cambiais que vencem em fevereiro. A autoridade monetária conseguiu colocar 74% do lote de 50 mil contratos, movimentando R$ 1,84 bilhão. Mais um leilão com o mesmo objetivo será realizado hoje.

No mercado internacional de câmbio a movimentação foi intensa. O dólar testou mínimas ante o iene na faixa dos 90 ienes por dólar. E a libra estendeu as perdas sendo negociada na casa dos US$ 1,36, menor valor desde 1985.

Os juros futuros encerram em baixa, com agentes acreditando em atitude mais arrojada do Banco Central. Acertou quem apostou no corte de 1 ponto percentual, resultado que não deixa de surpreender, pois a maioria dos investidores acreditava em redução de 0,75 ponto. Com isso, a Selic caiu de 13,75% para 12,75% ao ano.

No entanto, no comunicado da decisão, apresentado ontem após o encerramento dos mercados, o colegiado indicou que com tal movimento já fez parte relevante do processo de flexibilização monetária. Não houve consenso, com 5 diretores por 1 ponto e 3 pedindo 0,75 ponto.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,06 ponto, a 11,15%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,05 ponto, 11,22%. Destoando, janeiro 2012 apontava 11,32%, valorização de 0,03 ponto, depois cair a 11,19% na mínima.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,81%, retração de 0,12 ponto. O vencimento para março de 2009 perdeu 0,08 ponto, projetando 12,77%. E Julho de 2009 caía 0,05 ponto, para 11,91% ao ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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