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Humildes, executivos de montadoras pedem bilhões nos EUA

Por Thomas Ferraro WASHINGTON (Reuters) - Depois de abandonarem seus jatinhos e de aceitarem trabalhar por 1 dólar ao ano, os executivos-chefes das três maiores fábricas de automóveis dos EUA deram novas demonstrações de humildade ao fazerem um novo apelo por verbas bilionárias para salvar o setor.

Reuters |

"Estamos aqui hoje porque cometemos erros, com os quais estamos aprendendo", disse Rick Wagoner, presidente e executivo-chefe da General Motors, em audiência na Comissão Bancária do Senado.

Alan Mulally, presidente e CEO da Ford, empresa que já foi sinônimo do poderio industrial dos EUA, disse à comissão: "Pensei muito sobre as preocupações que os senhores expressaram. Quero que saibam que ouvi sua mensagem em alto e bom som".

Ironizados por terem gastado dinheiro com jatinhos para irem a uma audiência semelhante em novembro, e sem levarem um plano detalhado para o setor, desta vez os executivos fizeram o percurso de 850 quilômetros entre Detroit e Washington em veículos híbridos, levando planos detalhados consigo.

Após se verem obrigados a fazer sacrifícios pessoais, eles também aceitaram trabalhar com um salário anual de 1 dólar caso o Congresso aceite as propostas deles, que prevêem uma verba pública emergencial de 34 bilhões de dólares.

O clima na comissão era sombrio quando os executivos tentavam convencer os senadores de que o dinheiro do contribuinte merece ser gasto na sobrevivência das empresas.

Parlamentares temem que a quebra das indústrias agrave a crise econômica. Mas muitos relutam em aprovar mais um plano de resgate -- depois dos 700 bilhões de dólares liberados para o setor financeiro em outubro, o que gerou uma reação da opinião pública que se refletiu nas urnas na eleição parlamentar de 4 de novembro.

Robert Nardelli, executivo-chefe da Chrysler, disse que a empresa está "comprometida em continuar nossa reestruturação (...) investindo em carros e caminhões eficientes em termos de combustível, que as pessoas queiram comprar, e começando a pagar os nossos empréstimos junto ao governo em 2012".

(Reportagem adicional de Richard Cowan)

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