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Hugo Chávez comemora futura cooperação nuclear entre Venezuela e Rússia

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, comemorou na noite de sábado os acordos assinados com a Rússia esta semana e mencionou um futuro convênio de cooperação bilateral para desenvolver energia nuclear com fins pacíficos em seu país.

AFP |

"Energia atômica. Tecnologia russa para Venezuela. Vamos ter reatores atômicos. E vão nos acusar de que estamos fazendo cem bombas atômicas", declarou, ironizando, o chefe de Estado venezuelano, complementando que "a bomba atômica gigantesca e infinita que a Venezuela tem atualmente se chama consciência e moral do povo bolivariano".

"Essa é nossa bomba atômica. Vocês são nossa bomba atômica", declarou Chávez em um ato público ante dezenas de militantes de seu partido.

O acordo de cooperação deverá ser concretizado por ocasião da visita do presidente russo Dimitri Medvedev a Caracas, prevista para o final de novembro.

Em setembro passado, durante uma visita a Moscou, Chávez recebeu uma oferta do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, de considerar a possibilidade de uma cooperação na área da energia nuclear, uma proposta que interessou imediatamente ao presidente venezuelano.

Na sexta-feira passada, Rússia e Venezuela assinaram 15 acordos de cooperação, entre os quais se destacam os destinados a impulsionar a indústria naval e automobilística, além da criação de um fundo binacional de 4 bilhões de dólares "para tornar a Venezuela e a Rússia independentes da tirania do dólar", segundo Chávez.

O vice-primeiro-ministro russo, Igor Sechin, chegou no sábado acompanhado de uma numerosa delegação de funcionários e empresários como encerramento de uma viagem comercial e de cooperação.

"A visita tem como propósito continuar impulsionando o comércio, os investimentos e as pesquisas conjutas", segundo um comunicado oficial publicado no jornal oficial cubano Granma.

Além disso, cinco empresas russas criaram um consórcio para desenvolver atividades petroleiras na Venezuela, conforme anunciou neste domingo Serguei Bogdanichov, presidente do número um petroleiro russo, o grupo público Rosneft.

Este último junto com os grupos petroleiros Lukoil, TNK-BP, Surguneftgaz e o grupo de gás Gazprom têm uma participação de 20% num consórcio que foi registrado em 8 de outubro passado na Venezuela, declarou Bogdanichov à imprensa durante sua visita a Havana.

Rússia e Venezuela examinam uma série de projetos para a exploração de jazidas petroleiras na região venezuelana do Orinoco, segundo a agência Itar-Tass.

bfi/cn

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