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HSBC vê lucro semestral cair 29% com baixas contábeis e provisão maior

SÃO PAULO - O HSBC Holdings verificou uma queda de 29% no lucro líquido nos seis primeiros meses de 2008, para US$ 7,7 bilhões (US$ 0,65 por papel), ante os US$ 10,9 bilhões (US$ 0,95 por ação) obtidos na primeira metade do ano passado. Despesas com depreciação de ativos e provisões para créditos duvidosos afetaram o desempenho da instituição.

Valor Online |

 

No período, foram reservados US$ 10,1 bilhões para possíveis perdas com crédito, acima dos US$ 6,3 bilhões colocados de lado no primeiro semestre de 2007. O maior banco da Europa reduziu ainda em US$ 3,9 bilhões o valor de ativos hipotecários e empréstimos alavancados, entre outros.

Para a instituição, o ambiente de negócios permanece. Ela avalia ainda que o crescimento nos mercados emergentes deve se abrandar.

O primeiro semestre de 2008 foi o mais difícil dos mercados financeiros em muitas décadas, marcado por declínios significativos na rentabilidade em grande parte de nossa indústria. A perspectiva para o curto prazo continua altamente desafiadora, com incerteza significativa, sustentou o presidente do conselho do HSBC, Stephen Green.

As operações na América do Norte verificaram prejuízo antes de impostos de US$ 2,89 bilhões, uma inversão da direção apurada nos seis primeiros meses do ano passado, de lucro de US$ 2,4 bilhões. O HSBC, que comprou a financeira americana Household International em 2003, está diminuindo seu portfólio hipotecário nos EUA e avisou que vai parar de fazer novos empréstimos financeiros para aquisição de veículos.

Na América Latina, o HSBC obteve lucro de US$ 1,266 bilhão antes de impostos, com alta de 12,3% sobre o ganho no mesmo período do ano passado. Ao comentar os resultados para a região, a instituição cita o crescimento na fatia de mercado de cartões de crédito no México e a forte expansão dos depósitos no Brasil.

Segundo o banco, 54% do lucro antes de impostos do banco comercial já vêm de países emergentes, com destaque para as operações na região da Ásia e Pacífico (especialmente China), Brasil e Oriente Médio.

Com relação às operações brasileiras, o HSBC ressalta que houve forte crescimento no lucro no país, com aumento nos empréstimos, operações de comércio exterior e queda na inadimplência.

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