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HSBC corta 100 no Paraná e 3 mil fazem manifestação

Três mil bancários do HSBC de Curitiba fizeram uma paralisação em frente aos centros administrativos Xaxim e Kennedy ontem, para protestar contra a demissão de 100 funcionários dessas unidades. O sindicato dos bancários de Curitiba deve se reunir hoje à tarde com representantes do banco, para negociar a readmissão dos trabalhadores.

Agência Estado |

Segundo a diretora de Comunicação do sindicato, Sônia Boz, as demissões são injustificáveis. "O banco alega o momento de crise para tentar justificar as demissões, mas isso na realidade é uma decisão aleatória. Esses funcionários poderiam ser remanejados para outros setores do banco, onde faltam pessoas para o atendimento do público", diz.

Os manifestantes fecharam a entrada dos centros administrativos desde a madrugada. Segundo o sindicato dos bancários de Curitiba, o banco utilizou dois helicópteros para evitar o piquete dos funcionários. "Os helicópteros fizeram o transporte dos empregados das 8 horas até as 14 horas, ininterruptamente", diz Sônia. De acordo com a sindicalista, a utilização das aeronaves mostra como os motivos alegados pelo banco para a demissão não são convincentes. "Quem iria utilizar helicópteros se precisa cortar custos?", questiona.

Para ela, a reunião com a diretoria do banco pode apontar uma alternativa para a situação. "Queremos abrir um novo canal de diálogo para que essas demissões parem e não prejudiquem ainda mais a categoria", afirma.

A assessoria do banco diz que menos de 100 funcionários foram demitidos, mas não informa o número exato, e acrescenta que está realizando as demissões para adequar seus negócios "ao nível de atividade econômica neste início de ano".

Segundo o sindicato dos bancários de Curitiba, a demissão faz parte de uma onda de cortes que deve atingir também um centro administrativo do Rio de Janeiro. Sônia diz que já avisou o sindicato carioca sobre o perigo de novos cortes. O HSBC informou, por meio de sua assessoria, que não há, por enquanto, novas dispensas.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), até agora houve demissões no Santander, HSBC e Unibanco. A instituição financeira espanhola cortou 400 bancários nos centros administrativos do Santander e do Real. Segundo a entidade, o Unibanco tem desligado os profissionais que retornam da licença-saúde.

A confederação se queixa da falta de negociação com a direção dos bancos, ao contrário de outros setores, como o dos metalúrgicos, que têm tentado algum tipo de acordo para evitar as demissões. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) tenta no momento a reintegração dos demitidos do Santander.

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