BRASÍLIA - As horas trabalhadas na produção da indústria nacional tiveram queda de 8% em dezembro no confronto com o mês anterior pelo critério dessazonalizado - a maior nessa base de comparação desde o começo da série, em janeiro de 2003 - e caíram 13,9% sem ajuste sazonal, informou hoje a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Perante dezembro de 2007, foi observada baixa de 4,6% nas horas trabalhadas na produção. No acumulado de 2008, porém, o índice de horas trabalhadas - indicador de produção - teve avanço de 4,8%.


Também nesta terça o IBGE divulgou seu índice de produção industrial, em linha com os indicadores da CNI. Pelo IBGE, a produção da indústria caiu 12,4% ante novembro e 14,5% perante dezembro de 2007, embora tenha aumentado 3,1% no acumulado de 2008.

De acordo com o relatório da CNI, 14 setores encerraram o ano com alta nas horas trabalhadas. O que mais aumentou foi o de Outros equipamentos de transportes (que une motos, helicópteros e outros), com avanço de 24,9% no ano, seguido da área de Material eletrônico e de comunicações, com alta de 14,1%. Por outro lado, refino e álcool teve contração de 12,9% e madeira caiu 11,8%.

Por sua vez, o nível de emprego na indústria de transformação caiu 0,5% de novembro para dezembro, no indicador com ajuste sazonal. Considerando as informações sem ajuste, houve baixa de 2,2%. Ante dezembro de 2007, o aumento no emprego foi de 1,9% e, em todo o ano passado, o crescimento do nível de emprego equivaleu a 4%. No ano, o ramo de Outros equipamentos de transportes foi o maior gerador de empregos, com alta de 17,4%, seguido por Bens de capital (10,5%) e Veículos automotores (7,5%). As maiores quedas do nível de emprego ocorreram nos setores de Madeira (-12%) e Vestuário (-4,7%).

Já a massa salarial real da indústria de transformação subiu 14,2% em dezembro ante o mês antecedente, sob o impacto da distribuição do 13º salário e da participação sobre lucros e resultados. No entanto, essa foi a menor variação positiva para o mês desde o começo da série desse indicador, em 2006. Com relação a dezembro de 2007, a entidade apurou queda de 0,2%, primeiro recuo desde 2007. No acumulado de 2008, a alta foi de 4,4%.

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