BRASÍLIA - As horas trabalhadas na produção da indústria nacional tiveram queda de 1,5% em novembro no confronto com o mês anterior pelo critério dessazonalizado - a maior nessa base de comparação desde o começo da série, em 2003 - e caíram 7,2% sem ajuste sazonal, informou hoje a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Perante novembro de 2007, porém, foi observada elevação de 1,4% nas horas trabalhadas na produção.

No acumulado janeiro-novembro de 2008, o avanço equivaleu a 5,6%.

De acordo com o relatório da CNI, a queda no índice de horas trabalhadas - que indica a produção - foi menor do que o recuo no faturamento real, de 9,9% em novembro ante outubro. " Tal diferença sugere forte acúmulo de estoques e indica recuos adicionais na produção industrial futura " , diz o documento.

Por sua vez, o nível de emprego na indústria de transformação caiu 0,6% de outubro para novembro, no indicador com ajuste. Esse recuo interrompe uma trajetória de 31 meses seguidos de crescimento mensal do emprego. Considerando as informações sem ajuste, houve baixa de 1,3%. Ante novembro de 2007, o aumento no emprego foi de 2,9%. Nos 11 primeiros meses do ano passado, o crescimento do nível de emprego equivaleu a 4,2%.

Já a massa salarial real da indústria de transformação subiu 5,4% em novembro ante o mês antecedente. Com relação ao mesmo mês de 2007, a entidade apurou elevação de 3,4%. No acumulado de janeiro-novembro de 2008, a alta foi de 5%.

A CNI aponta que os rendimentos dos trabalhadores na indústria foram o único indicador positivo em novembro, sob influência do " pagamento da 1ª parcela do 13º, distribuição de participação nos lucros, queda da inflação e defasagem entre a demissão de funcionários e a interrupção no pagamento dos salários dos demitidos " .

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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