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Hitachi perde US$ 4 bi no trimestre e alerta para prejuízo anual

SÃO PAULO - O conglomerado japonês Hitachi fechou os três últimos meses de 2008 com pesado prejuízo de 371 bilhões de ienes (US$ 4,1 bilhões), afetado pela crise econômica mundial. No mesmo intervalo de 2007, a companhia havia lucrado 12,5 bilhões de ienes.

Valor Online |

No mesmo anúncio, a empresa confirmou que deverá registrar no ano fiscal de 2008, a se encerrar em março, o maior prejuízo já visto na história das indústrias japonesas, de 700 bilhões de ienes (US$ 7,7 bilhões). Em outubro, a empresa projetava um lucro de 15 bilhões de ienes no ano fiscal.

A Hitachi é a maior fabricante de eletrônicos do Japão, mas também atua na produção de autopeças, equipamentos industriais e semicondutores, entre outras áreas. A maior parte de suas atividades foi prejudicada pela crise, que reduziu a demanda por itens como TVs, computadores e automóveis. A empresa também foi afetada pela valorização do iene e pela queda no mercado de ações japonês. A receita total do trimestre caiu 16%, para 2,26 trilhões de ienes (US$ 24,8 bilhões), sendo que o faturamento fora do Japão baixou 20%, para 959 bilhões de ienes.

Se realmente tiver perda de 700 bilhões de ienes, a Hitachi vai superar o maior prejuízo anual já registrado por uma indústria japonesa. O recorde ainda pertence à automotiva Nissan, que perdeu 684,3 bilhões de ienes nos 12 meses até março de 2000.

Em comunicado, a Hitachi diz que o ambiente de negócios e a economia dos países industrializados permanecem envoltos em incertezas e os mercados financeiros continuam com muita volatilidade. "A perspectiva econômica também continua imprevisível contra um pano de fundo de preocupações quanto à desaceleração do crescimento econômico da China e de países emergentes, à valorização do iene e aos preços em queda das ações."
Na sexta-feira, a Hitachi anunciou planos para cortar custos. A companhia se disse determinada a sair de negócios não lucrativos e deixar de produzir itens sem esperança de gerar mais retorno. Também vai fechar e integrar fábricas e demitir pessoal dentro e fora do Japão. Na unidade automotiva, o número de funcionários será reduzido em 4 mil até o fim do ano fiscal de 2009, com demissões e remanejamentos. Na unidade de eletroeletrônicos, que já diminuiu a folha de pagamento em 1 mil pessoas, o corte será de outros 3 mil funcionários.

(Valor Online)

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