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Histórica queda de Wall Street provoca perdas nas Bolsas asiáticas

Patricia Souza. Tóquio, 30 set (EFE).- A histórica queda nesta última segunda em Wall Street afundou hoje o índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio e causou prejuízos generalizados nas outras Bolsas asiáticas, embora as mesmas tenham se moderado com o passar das horas.

EFE |

A Bolsa de Tóquio, principal da região, liderou os prejuízos com queda de 4,12%, algo que deixou o Nikkei com seu pior nível em três anos, enquanto outras Bolsas conseguiram amenizar as quedas iniciais e fecharam com valores menos extremos ou até positivos, como no caso de Hong Kong.

O contágio de Wall Street atingiu na Ásia a cotação de moedas como o iene ou o won sul-coreano e provocou retrocessos, especialmente marcados nos ativos bancários, de cerca de 5%, no caso do Mitsubishi UFJ e do Mizuho, no Japão.

Foi um novo dia de incerteza, temor e, em alguns momentos, de pânico nas grandes Bolsas da Ásia diante do desconcerto dos investidores por causa do futuro da economia americana e do sistema financeiro internacional.

Depois de Wall Street cair, nesta segunda, quase 7% por causa do surpreendente fracasso do plano de resgate do presidente americano, George W. Bush, os números vermelhos tingiram os pregões asiáticos com força desde o início.

Tóquio, Seul e Hong Kong caíam na abertura por volta de 5%, mas depois limitaram sues prejuízos com a diminuição do nervosismo.

Seul caiu apenas 0,57% no fechamento, apesar de ter começado com queda de 4,8%, e Hong Kong, após perder 5,49% na abertura, acabou o dia com valor positivo, com aumento de 0,76%.

Entre as grandes Bolsas, a pior queda foi em Tóquio, que hoje caiu 4,12% e ficou com 11.259,86 pontos, seu nível mais baixo em três anos, apesar de o Banco do Japão (BOJ, banco central japonês) ter aumentado para US$ 28,8 bilhões sua injeção de liquidez diária.

Em 2008, o seletivo de Tóquio perdeu 23,35% de seu valor, e a economia japonesa parece estar perto da recessão.

Hoje mesmo o Governo informou que a produção industrial caiu 3,5% em agosto, o maior retrocesso desde 2001, prova de que a queda das exportações está prejudicando uma economia que se contraiu 3% no segundo trimestre.

O contágio de Wall Street chegou a Tóquio em forma de desvalorização do dólar, que fechou a 104,75 ienes após cair para 103 ienes, seu pior nível em quatro meses diante da divisa japonesa.

O mesmo, porém ao contrário, aconteceu com o índice Kospi da Bolsa de Seul, que no final perdeu 0,57% - após chegar a cair 5,7% - em parte pelo anúncio de que as autoridades reguladoras proibirão a venda em curto prazo de ações.

A notícia em Seul foi centrada também em outra depreciação do won sul-coreano ante ao dólar, que animou na última hora as companhias exportadoras, mas que fez o Governo avisar que tomará as medidas "necessárias" contra um problema de liquidez em dólares.

O dólar fechou em Seul a 1.207 wons, o pior nível da moeda sul-coreana em 64 meses. Neste ano, a moeda se desvalorizou 22%, colocando mais pressão para o aumento da inflação.

Quanto às Bolsas do resto da região asiática, as perdas foram muito fortes nas aberturas e se mantiveram também nos fechamentos, sobretudo nos mais adiantados.

Assim, o índice VNIndex vietnamita caiu 4,66%, o Psei de Manila retrocedeu 1,45% e os mercados de Austrália e Nova Zelândia, os primeiros a fechar, somaram perdas de 4,30% e 3,08%, respectivamente. EFE psh/fh/fal

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