Entre março e abril, a GVT iniciará um período de testes com 300 pessoas para avaliar a receptividade do consumidor a um serviço que a operadora quer lançar: a TV por assinatura transmitida pela internet, conhecida no mercado pela sigla IPTV. Com base nesta experiência, que será feita com funcionários e clientes na cidade de Curitiba (PR), a operadora vai definir o melhor modelo de negócios para a oferta destes serviços.

Além da reação dos consumidores, a empresa estará atenta, também, à edição do Projeto de Lei 29, que abre o mercado de TV por assinatura às teles.

Enquanto o PL 29 não sai para permitir às operadoras a oferta de uma programação empacotada em canais, a GVT aproveitará para testar a qualidade do produto. "O fundamento para entrarmos em IPTV, do ponto de vista técnico e de qualidade de rede, está bem evoluído. Não vamos esperar o andamento da PL 29 para entender como se comporta o consumidor ante este produto", afirmou o vice-presidente da Unidade de Negócios Varejo e Internet da GVT, Alcides Troller Pinto, informando que a Cisco e a Ericsson foram as empresas selecionadas para implementar a plataforma tecnológica do IPTV.

A empresa também está atenta à formulação de regras que disciplinem a atividade das MVNO, operadoras móveis que usam a infraestrutura de rede de outras empresas. O interesse da GVT é entrar neste mercado ainda neste ano. Segundo o vice-presidente de negócios da tele, a GVT não tem interesse em participar de leilões de frequência para telefonia celular, já que como uma operadora virtual a empresa poderá alugar a rede de outras teles. Para ingressar nos mercados de IPTV e MVNO, a companhia deve empregar algo em torno de R$ 50 milhões.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.