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GVT: Capex ficará menor em 2009, entre R$ 500 mi e R$ 550 mi

A GVT planeja investir entre R$ 500 milhões e R$ 550 milhões em 2009, valor que dependerá da decisão da operadora de telefonia de cobrir mais uma ou duas cidades fora da região 2, que abrange as regiões Sul e Centro-Oeste e alguns Estados do Norte do Brasil. Trata-se de uma queda de 23,7% a 30,6% sobre os R$ 720,8 milhões aportados em ativo permanente (Capex) no ano passado, movimento explicado pelo diretor de Relações com Investidores da GVT, Rodrigo Ciparrone, como um melhor aproveitamento dos recursos investidos no passado.

Agência Estado |

Em teleconferência com analistas e jornalistas, o diretor explicou que a GVT construiu, nos últimos trimestres, uma série de pontos de acesso em sua rede de telecomunicações que não foi utilizada, deixando um estoque de aproximadamente 700 mil linhas para acomodar novos clientes. "Temos uma rede que não está sendo utilizada em sua totalidade. Entramos em 2009 com a proposta de melhorar a utilização da rede e dos investimentos que fizemos no passado, trazendo novos clientes para uma rede já existente", afirmou o executivo, destacando que a portabilidade numérica tem sido um importante chamariz de assinantes para a operadora.

O Capex de 2009 seria financiado pela própria geração de caixa da companhia e por recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em dezembro de 2008, o banco de fomento emprestou R$ 615,9 milhões, sendo que a primeira parte deste financiamento, no valor de R$ 250 milhões, foi liberada no final do ano passado.

Segundo Ciparrone, o Capex de 2009 pode até ser superior a R$ 550 milhões "caso a demanda (por serviços de telecomunicações) seja mais elevada do que a previsão atual" da companhia. "Trabalharemos, em 2009, para manter crescimento elevado (nas adições líquidas), conquistar novos territórios fora da região 2 e agregar valor", destacou, complementando que a otimização dos investimentos trará à GVT melhoria em seu fluxo de caixa. No balanço referente ao quarto trimestre, a operadora reportou que seu Fluxo de Caixa Livre (Ebitda Ajustado - Capex) ficou no vermelho em R$ 87,195 milhões, contra um resultado também negativo em R$ 159,764 milhões entre outubro e dezembro de 2007.

Ciparrone evitou dizer quais as cidades fora da região 2 que a GVT estaria mirando em 2009. Hoje, a operadora atua em três áreas metropolitanas fora de sua área original: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

De acordo com ele, o Capex estimado para 2009 não considera os planos de ingressar no mercado de IPTV (TV por assinatura transmitida pela rede de internet) e MVNO (sigla para operadoras móveis virtuais). Segundo o vice-presidente da Unidade de Negócios Varejo e Internet da GVT, Alcides Troller Pinto, o Capex para implantação destes dois serviços seria "marginal", da ordem de R$ 50 milhões. "Com relação ao MVNO, o Capex é mínimo, pois se usa a infraestrutura de rede de outra operadora. Para o IPTV também, uma vez que rede da GVT já foi concebida para trafegar serviços de multimídia", explicou.

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