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Brasília, 4 - O Ministério da Agricultura lançará na próxima quarta-feira, dia 9, a Guia de Trânsito Animal (GTA) Eletrônica do Estado do Pará. O evento, que será realizado em Marabá, contará com a presença do ministro Reinhold Stephanes e da governadora do Estado, Ana Júlia Carepa (PT).

A GTA Eletrônica do Pará é um sistema de rastreamento de gado por georreferenciamento. O programa foi desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Monitoramento por Satélite e será acompanhado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O início das operações do programa, que promete zerar o desmatamento decorrente da atividade pecuária, coincidirá com a realização da conferência internacional sobre mudanças no clima, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Copenhague (Dinamarca).

A primeira etapa do projeto visa ao acompanhamento de 14 mil propriedades rurais localizadas nas regiões sul e leste do Estado, mas a perspectiva de Stephanes é a de que todo o território do Pará esteja monitorado um ano depois do início desses trabalhos.

O georreferenciamento conta com a observação das áreas por meio de comparação de fotos, que podem revelar áreas desmatadas a partir de um hectare. O pecuarista que não respeitar a preservação da mata local poderá ser punido. O gado localizado nas regiões do Estado que servirão como piloto já começou a receber a Guia de Trânsito Animal (GTA) Eletrônica, instrumento que é usado em outras áreas produtoras do País.

Além do Estado do Pará, do Ministério da Agricultura, do Inmet e da Embrapa, participam do projeto frigoríficos, Federação da Agricultura e Pecuária do Pará e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que apresentará seu sistema de rastreamento próprio na próxima segunda-feira para indicar ao consumidor a origem da carne comprada nos supermercados.

No meio do ano passado, três grandes redes do setor boicotaram a produção do Estado ao pararem de adquirir carne de frigoríficos do Pará. O movimento se deu depois que o Ministério Público Federal do Estado denunciou que essas empresas colaboravam com o desmatamento na região amazônica para entregar o produto.

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