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Grupos sociais e camponeses paraguaios se reúnem para pactuar reivindicações

Assunção, 3 set (EFE) - Dirigentes de grupos sociais e camponeses paraguaios começaram hoje uma série de reuniões em várias praças de Assunção para formar um projeto sobre as reivindicações a serem entregues ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

EFE |

A mobilização, que inclui cerca de seis mil pessoas dos 17 departamentos do país, acontece no marco do congresso denominado "Por um Paraguai para a Maioria", no qual serão pactuados projetos sobre "reforma agrária, saúde e educação gratuita", entre outros, informaram fontes da organização.

O encontro é liderado pela Federação Nacional Camponesa (FNC), que reúne cerca de 270 mil famílias de pequenos lavradores, em sua maioria plantadores de algodão, cultivo em franco retrocesso pelo avanço do plantio mecanizado de soja.

Esses grupos acamparam hoje em sete praças públicas da capital.

Amanhã, eles vão marchar até o Palácio de Governo para entregar a Lugo os projetos pactuados.

A manifestação coincidirá com um protesto convocado pelos membros da Mesa Coordenadora Nacional de Organizações Camponesas (MCNOC) e por outras associações que integram a Frente Social e Popular para expressar seu apoio a Lugo e rejeitar uma suposta tentativa de conspiração contra o Governo denunciada pelo presidente.

O ex-bispo disse em mensagem à nação que esses planos eram promovidos por seu antecessor, Nicanor Duarte, e pelo ex-general reformado Lino Oviedo, líder do terceiro maior partido do país.

Lugo fez a denúncia a partir do depoimento do general Máximo Díaz Cáceres, que faz a ligação das Forças Armadas com o Congresso, que afirmou que foi levado sob engano a uma reunião na casa do ex-comandante do Exército, na noite de domingo.

Lá, segundo a versão do chefe de Estado, Díaz Cáceres foi perguntado sobre a opinião dos militares sobre a crise atravessada pelo Senado por causa do juramento de Duarte como senador eleito perante o presidente dessa instituição, pertencente ao partido de Oviedo, apesar da oposição da maioria da Câmara.

O líder denunciou que na reunião também estavam o procurador-geral do Estado, Rubén Candia, e o magistrado da Justiça Eleitoral Juan Manuel Morales. EFE rg/rb/db

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