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Grupos opositores cortam fornecimento parcial de gás ao Brasil

LA PAZ - Grupos cívicos opositores ao presidente Evo Morales cortaram nesta quarta-feira o fornecimento de gás natural a Argentina e parcialmente o abastecimento ao Brasil, depois que ocuparam à força uma usina, informou um executivo da empresa Chaco.

Redação com agências internacionais |

 


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"Suspendemos as operações em Vuelta Grande, uma usina de gás localizada na região de Chaco boliviano, no departamento de Chuquisaca", disse o gerente de Relações Institucionais da empresa Chaco, Juan Callaú.

Vuelta Grande produz diariamente 2,3 milhões de metros cúbicos, que são enviados a Argentina (entre 1 e 1,5 MMC) e saldos flutuantes ao Brasil, país que no total consome 31 milhões de m3.

"Golpe civil"

O governo da Bolívia denunciou na terça-feira o início de uma tentativa de 'golpe civil' realizada pela oposição conservadora do Departamento de Santa Cruz, mas descartou a possibilidade de decretar um estado de sítio para diminuir a tensão política.

Uma série de invasões violentas de agências e empresas públicas da cidade de Santa Cruz e uma tentativa fracassada de interromper a exportação de gás natural ao Brasil fariam parte do "golpe cívico contra a unidade e a democracia na Bolívia", disse Alfredo Rada, ministro de governo.

A agressividade das manifestações em Santa Cruz e em outros três dos nove Estados (Departamentos) bolivianos, somada à denúncia do governo, marcaram um dos dias mais tensos do conflito travado atualmente no país sul-americano e provocado pelo rechaço por parte da direita às reformas socialistas defendidas pelo presidente Evo Morales.

"Denunciamos diante do país e da comunidade internacional que aquilo que vinha sendo arquitetado com apoio interno e externo, que vinha sendo preparado desde as organizações cívicas e os governos regionais da oposição hoje se materializou", afirmou Rada ao final de uma reunião noturna de emergência entre Morales e seu gabinete de chefes militares e policiais.

O ministro responsabilizou o governador de Santa Cruz, Rubén Costas, e Branko Marinkovic, líder cívico desse rico Estado, pela onda de violência alimentada por "grupos fascistas" que tomaram e saquearam várias instituições públicas, entre as quais a sede regional da TV estatal.

Segundo Rada, o governo, que pretende realizar um referendo em janeiro para colocar em vigor uma nova Constituição de viés socialista, "não vai cair nas provocações fascistas", mas sim "responderá com seriedade e também com firmeza democrática e constitucional".

"Ao contrário do que vem sendo dito em Santa Cruz, o governo nacional não decretará nenhum tipo de estado de sítio. As vidas de 1 milhão de moradores e suas liberdades não serão alteradas por causa de 500 ou 600 malandros", afirmou na mesma entrevista coletiva o ministro boliviano da Defesa, Walker San Miguel.

Crise política na Bolívia

Os incidentes acontecem em meio a uma grave crise política na Bolívia. Os departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca rejeitam a nova Constituição, defendida pelo presidente Evo Morales, e exigem que o governo devolva às províncias cerca de US$ 166 milhões em royalties do petróleo e gás relocados para a previdência social.

O governo afirma que "há uma escalada da violência", promovida por líderes cívicos de direita, que beira "a ilegalidade".

"Está-se promovendo a tomada de gabinetes públicos, e a polícia e as Forças Armadas estão cumprindo seu papel constitucional", justificou o vice-ministro de governo, Rubén Gamarra, em entrevista coletiva.

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* Com EFE e Reuters e AFP

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