O grupo Cosan quer aproveitar o momento atual de preços baixos do açúcar e do álcool para adquirir ativos de concorrentes. No entanto, de acordo com o vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores do grupo, Paulo Diniz, a companhia não tem interesse em adquirir usinas de pequeno porte.

"Não pensamos em fazer aquisições de ativos pequenos, no qual o caixa é uma condição", afirmou o executivo, em teleconferência com investidores e jornalistas para detalhar o aumento de capital da Cosan S/A.

De acordo com o executivo, a companhia está interessada em adquirir usinas de açúcar e álcool com capacidade de moagem superior a três milhões de toneladas por ano. De acordo com Diniz, esse critério faz com que a Cosan priorize a compra de grandes de usinas ou até mesmo de grupo econômicos.

Porém, o Grupo Cosan não pretende utilizar seu próprio caixa para o pagamento das aquisições, uma vez que os recursos já estão estruturados para financiar os novos projetos do grupo.

"Estamos dispostos a avaliar usinas maiores, usando como forma de pagamento as nossas ações", afirmou o executivo, que aposta no potencial de crescimento, no médio e longo prazo, dos papéis da Cosan como uma estratégia para que a companhia consolide o mercado de açúcar e álcool brasileiro.

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