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Grupo Estado promove debate sobre futuro do pré-sal

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) participam hoje de debate sobre o futuro do pré-sal, promovido pelo Grupo Estado . O evento, que contará ainda com especialistas no setor de petróleo, tem como objetivo contribuir para as discussões a respeito das melhores maneiras de explorar e distribuir as riquezas descobertas no subsolo brasileiro, que têm potencial para mudar o perfil da economia nas próximas décadas.

Agência Estado |

O debate O Futuro do Pré-Sal começa às 10 horas, no auditório da sede do Grupo Estado, e poderá ser acompanhado pela internet, no portal do Estadão (www.estadao.com.br), onde os internautas poderão enviar perguntas aos participantes. O programa é dividido em dois módulos: "Como explorar as novas reservas" e "Como distribuir essa riqueza", questões que mobilizam hoje o governo, que estuda mudanças no marco regulatório do setor.

No mês que vem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve receber propostas de um novo marco regulatório elaboradas por uma comissão interministerial criada exclusivamente para esse fim. Lula já disse repetidas vezes que quer usar a riqueza do pré-sal para investir em melhorias no sistema educacional brasileiro. A questão da distribuição das riquezas será debatida no Grupo Estado pelo ex-presidente Fernando Henrique, por Hartung e por Mercadante.

Já aspectos técnicos relacionados à exploração da reserva serão debatidos pelo presidente da Associação Brasileira de Geólogos de Petróleo, Márcio Mello, por Francisco Gros, ex-presidente da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e por Gustavo Gatass, especialista no mercado de petróleo do banco UBS/Pactual. O tema também está na pauta da comissão, que deve apresentar ao presidente quatro propostas de modelo regulatório para o setor.

Até agora, a Petrobras identificou jazidas de petróleo e gás em oito prospectos (áreas com potencial de reservas) na chamada área do pré-sal na Bacia de Santos. Em apenas dois deles, Tupi e Iara, estima ter encontrado entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo e gás, volume próximo às reservas provadas brasileiras, na casa dos 14 bilhões de barris. Segundo projeções de bancos e consultorias especializadas, as reservas do pré-sal poderiam chegar aos 70 bilhões de barris de petróleo e gás natural.

Se confirmadas as estimativas, o pré-sal pode elevar o Brasil à condição de grande produtor mundial de petróleo e, segundo projeto do governo, grande exportador de combustíveis, uma vez que um grande investimento em refino deve se seguir à produção das jazidas. O governo pretende ainda usar os investimentos em produção para alavancar a indústria nacional, atraindo para o País fornecedores de bens e serviços para o setor de petróleo.

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