Com a presença do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do secretário de Previdência do governo federal, Helmut Schwarzer, o jornal O Estado de S. Paulo e a Agência Estado promovem hoje o Fórum Estadão Crescimento e Previdência - uma abordagem sobre o crescimento econômico do Brasil, o impacto da turbulência internacional e a situação da Previdência Social.

Os debates serão moderados pelos colunistas de economia do jornal Celso Ming e Suely Caldas.

A redução do déficit da Previdência de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 para 1,5% este ano e a eventual continuidade dessa trajetória nos próximos anos não garantirá o equilíbrio nas contas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no futuro, segundo especialistas. Isso porque o impacto positivo do aumento de receitas, com o crescimento do PIB e do emprego formal, deve ser visto numa perspectiva de curto prazo. Essa situação mais confortável não será permanente, porque dentro de 20 a 30 anos as despesas com aposentadorias tenderão a crescer, com o envelhecimento rápido da população brasileira.

O Brasil é um país cada vez menos jovem, com uma taxa de fecundidade de 1,9 filho por mulher, insuficiente para manter a população no volume atual. Além disso, as pessoas estão vivendo mais, o que causará um impacto significativo sobre a previdência, resume o economista Marcelo Caetano, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). A ameaça de retração da economia mundial em conseqüência da crise financeira internacional também representa riscos para a economia brasileira, com reflexos na situação da Previdência.

Esses temas estarão em debate no evento de hoje, que começa às 8 horas no Hotel Renaissance, em São Paulo (Alameda Jaú, 1.620), e termina às 14 horas. O debate contará com a presença do presidente do Depósito Central de Valores do Chile, Sergio Baeza; do diretor executivo do ING, Brian Haediges; do chefe do departamento de risco e mercado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fabio Giambiagi; do diretor de rating soberano da Standard & Poor's, Sebastian Briozzo; da diretora de Rating Soberano da Fitch Ratings, Shelly Shetty; do analista da Gávea Investimentos e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Armando Castelar; e da coordenadora do gerenciamento econômico do Banco Mundial para o Brasil, Deborah Wetzel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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