Nova York, 22 out (EFE).- O grupo de comunicação The New York Times Company registrou uma perda líquida de US$ 35,6 milhões no terceiro trimestre deste ano, 66,5% a menos do que há um ano, segundo dados divulgados hoje pela empresa.

Entre julho e setembro de 2009, a companhia registrou perda de US$ 0,25 por ação, frente ao prejuízo de US$ 0,74 por título contabilizado no terceiro trimestre de 2008, quando teve uma perda líquida de US$ 106,2 milhões.

Excluídos os gastos extraordinários, a empresa teve no último trimestre um ganho de US$ 0,16 por ação, enquanto analistas previam uma perda de US$ 0,01.

O faturamento total entre julho e setembro deste ano chegou a US$ 570,6 milhões, o que representa queda de 16,9% frente ao mesmo período de 2008, devido em parte à baixa de 26,9% nas receitas obtidas com publicidade.

Nos primeiros nove meses de 2009, a The New York Times Company - que inclui, além do "NYT", jornais como "The Boston Globe" e "The International Herald Tribune" - acumulou uma perda líquida de US$ 71 milhões, cifra 16,9% inferior à registrada no mesmo período de 2008.

A perda por ação nos três primeiros trimestres deste ano foi de US$ 0,49, US$ 0,10 menor do que há um ano.

O faturamento entre janeiro e setembro deste ano foi de US$ 1,764 bilhão, 19% menor do que no mesmo intervalo de tempo de 2008.

A companhia reduziu seus custos operacionais em 22,4% no trimestre passado frente a 2008 e prevê diminuí-los em US$ 475 milhões no exercício atual, US$ 25 milhões acima do calculado anteriormente.

A presidente e executiva-chefe da empresa, Janet Robinson, disse que há sinais animadores na atividade econômica em geral e nas conversas com seus anunciantes para o quarto trimestre de 2009.

"No início do quarto trimestre, as tendências da publicidade impressa melhoraram modestamente frente ao terceiro trimestre, enquanto a publicidade digital progride de maneira mais significativa", disse Robinson em comunicado de imprensa.

Na segunda-feira, a companhia anunciou que demitirá 100 funcionários da redação do "The New York Times" no final de 2009 e que desistiu de vender o "The Boston Globe". EFE vm/bba

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