Tamanho do texto

Depois de investir no Brasil e na América Latina, o Bolsa de Mulher, grupo de mídia digital voltado exclusivamente para o público feminino, prepara-se para entrar no mercado americano, em 2011. Cacife, ela tem.

Depois de investir no Brasil e na América Latina, o Bolsa de Mulher, grupo de mídia digital voltado exclusivamente para o público feminino, prepara-se para entrar no mercado americano, em 2011. Cacife, ela tem. A empresa é controlada pela Ideiasnet, companhia da área de tecnologia da informação que conta, entre seus principais acionistas, com o empresário Eike Batista, do grupo EBX, e gerou receitas líquidas de R$ 840 milhões em 2009. O Bolsa de Mulher está de olho nas 10 milhões de internautas hispânicas que vivem nos EUA. A empresa já tem um escritório instalado em Nova York para traçar as estratégias para fincar os pés em solo americano. "Vamos entrar nos Estados Unidos com um novo produto ou por meio da aquisição de uma empresa local", diz Andiara Petterle, CEO do Bolsa de Mulher. A aposta nas mulheres vem do potencial de consumo desse público. Segundo pesquisa da consultoria Boston Consulting Group, o mercado feminino movimenta US$ 23 trilhões no mundo, volume três vezes maior que as economias da China e Índia juntas. "O mercado feminino ainda é muito mal aproveitado pelas empresas", diz Andiara. Sua empresa, que contava com 150 mil leitoras em 2006, no primeiro ano de funcionamento, hoje tem 12,2 milhões de seguidoras e detém 25% do market share no segmento feminino online. "Isso é oito vezes maior que o número de assinantes de revistas femininas no País e o dobro dos clientes de TVs a cabo", diz. O Bolsa de Mulher tem em seu portfólio 16 sites, que oferecem conteúdos ligados à moda, gastronomia, maternidade, astrologia, finanças pessoais, espiritualidade, bem-estar e saúde, entre outros temas além de serviços como cursos gratuitos, redes sociais, comércio eletrônico e pesquisas. Para atender as leitoras latinas, a empresa oferece a versão Bolsa de Mujer, que atende internautas argentinas, chilenas e mexicanas. O Bolsa de Mulher faturou R$ 14 milhões no ano passado e espera dobrar esse valor este ano. "Vamos fazer aquisições e criar novos produtos este ano", diz Andiara.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.