Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Grupo chinês investe US$ 19,5 bilhões na Rio Tinto

A China anunciou ontem seu maior investimento da história no exterior, ao confirmar que a estatal fabricante de alumínio Chinalco vai desembolsar US$ 19,5 bilhões para aumentar sua participação na mineradora australiana Rio Tinto de 9% para 18% do capital. A decisão aumenta a influência de Pequim em uma das principais concorrentes da brasileira Vale, que tem na China o maior destino de suas vendas de minério de ferro.

Agência Estado |

E o anúncio chega no momento em que os chineses forçam as grandes mineradoras a aceitar uma redução no preço dos contratos de fornecimento de minério.

O forte crescimento econômico transformou a China no maior consumidor mundial de virtualmente todas as matérias-primas do mundo, e alimentou a explosão de preços registrada até o agravamento da crise financeira internacional. Com o maior volume de reservas internacionais do mundo - US$ 2 trilhões - e estatais poderosas, a China realizou desde o início da década uma série de investimentos para assegurar o fornecimento de matérias-primas e energia que sustentassem sua expansão econômica.

A queda no preço de ativos provocada pelo tsunami financeiro gerou a expectativa de que a China sairia às compras, arrematando empresas estratégicas. Mas o país tem sido cauteloso em seus movimentos, com algumas exceções - entre as quais a mais relevante é o investimento na Rio Tinto, a terceira maior mineradora do mundo.

Dos US$ 19,5 bilhões, US$ 12,3 bilhões são para aquisição de participações na exploração de alumínio, minério de ferro, bauxita e cobre. Com os US$ 7,2 bilhões restantes, a Chinalco comprará bônus conversíveis em ações da Rio Tinto.

Para a empresa australiana, o negócio representa um imenso alívio financeiro em meio a uma crise que se agravou com rapidez impressionante. No ano passado, a Rio Tinto rejeitou uma proposta de compra no valor de US$ 147,4 bilhões feita pela rival BHP Billiton.

A crise reduziu o preço das commodities e deixou a companhia em uma situação dramática, com uma dívida de US$ 38 bilhões, resultado de investimentos que se mostraram equivocados diante da retração da demanda global.

O presidente da Chinalco, Xiao Yaqing, afirmou que o investimento reflete a confiança "na perspectiva de longo prazo da indústria e da economia chinesa". As duas empresas declaram que a operação é resultado de sua "parceria estratégica".

Logo depois do anúncio da compra, o governo australiano informou que iria revisar sua legislação para tornar mais estrita a análise da aquisição de ativos nacionais por empresas estrangeiras. Pelas regras atuais, não está claro se bônus conversíveis em ações são incluídos no cálculo dos ativos detidos por estrangeiros em empresas australianas. Se a alteração pretendida pelo governo for aprovada, esses valores entrariam no cálculo. A operação entre a Chinalco e a Rio Tinto tem de receber o sinal verde das autoridades até o dia 31 de julho.

O negócio também precisa da aprovação dos acionistas da Rio Tinto, que podem dificultar a operação. O jornal britânico Financial Times informou que alguns dos maiores acionistas do grupo não foram consultados sobre o acordo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG