Oficialmente o PT recebeu de empresas do grupo Camargo Corrêa cerca de R$ 1,23 milhão na campanha municipal de 2008. O dinheiro foi distribuído pela própria empreiteira e por duas outras empresas ligadas ao grupo, a Cavo Serviços e Meio Ambiente e a Essencis Soluções Ambientais.

O partido perde apenas para o DEM, que recebeu R$ 3,15 milhões, dos quais R$ 3 milhões exclusivamente para o comitê da campanha vitoriosa do prefeito Gilberto Kassab.

Existem até outras doações legais feitas pelo grupo Camargo Corrêa, além das que aparecem como contribuições de campanha registradas em 2008 para candidaturas e para comitês financeiros. Isso porque a empresa também pode repassar seus recursos diretamente para os comandos dos partidos e esses podem transferi-los conforme seu interesse. Mas os partidos precisam declarar posteriormente de quem receberam essas doações.

O DEM já declarou que nesse sistema recebeu outros R$ 2,6 milhões da Camargo Corrêa. Outros partidos ainda não anunciaram publicamente quanto ganharam da empreiteira dentro desse sistema.

Entre as doações registradas legalmente para o PT, a candidata à Prefeitura de Curitiba, Gleisi Hoffman, foi quem mais recebeu diretamente da Camargo Corrêa: R$ 500 mil.

Eleito prefeito no Recife, João da Costa (PT) teve doação de R$ 200 mil. Sebastião Almeida, candidato petista em Guarulhos, foi eleito e tinha recebido R$ 15 mil para sua campanha. Mário Kruger, que disputou em Rio Verde de Mato Grosso, recebeu R$ 25 mil. Maria das Dores de Oliveira, candidata à Prefeitura de Deodápolis (MS), obteve R$ 20 mil. Carlos José de Almeida, candidato a prefeito em São José dos Campos, conseguiu doação de R$ 5 mil.

Nos recursos repassados pela Cavo, o ex-ministro Luiz Marinho, eleito em São Bernardo do Campo, obteve R$ 20 mil. No caso de repasses feitos pela Essencis, a única contribuição registrada para o PT foi de R$ 100 mil, para o comitê financeiro único do partido em Hortolândia (SP).

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