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Depois de vencer o leilão da Hidrelétrica de Belo Monte, no consórcio Norte Energia, o Grupo Bertin se prepara para entrar em outra competição de peso. A empresa, tradicional no ramo frigorífico, deve ser um dos principais sócios brasileiros do consórcio coreano KTX, que vai disputar a concessão do Trem de Alta Velocidade (TAV), entre Rio, São Paulo e Campinas.

Depois de vencer o leilão da Hidrelétrica de Belo Monte, no consórcio Norte Energia, o Grupo Bertin se prepara para entrar em outra competição de peso. A empresa, tradicional no ramo frigorífico, deve ser um dos principais sócios brasileiros do consórcio coreano KTX, que vai disputar a concessão do Trem de Alta Velocidade (TAV), entre Rio, São Paulo e Campinas. Os dois empreendimentos (TAV e Belo Monte) são os maiores do Brasil na atualidade. Juntos somam investimentos de R$ 50 bilhões. A dúvida é se o Bertin terá capacidade financeira para bancar parceria nos dois projetos bilionários. Há cerca de dois anos, o grupo participou, em consórcio, de dois leilões de usinas termoelétricas, mas não conseguiu fazer o depósito das garantias no prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nos valores de R$ 370 milhões e R$ 196 milhões. Além de ser multado, também teve 1% da garantia executada pelo órgão regulador. Para os coreanos, no entanto, o episódio ainda não é motivo de preocupação. Outras cinco companhias negociam uma possível entrada no consórcio para disputar o TAV. Três são brasileiras, uma é argentina e outra é italiana, afirma o representante brasileiro do grupo coreano, Paulo Benites. Ele não quis dar os nomes das demais empresas por ainda estarem em negociação. Em visita de três dias pelo Brasil, os coreanos estão otimistas com a disputa e se colocam como “a solução para o TAV brasileiro”. Ontem, eles se reuniram em um hotel em São Paulo para confirmar seu interesse no empreendimento. Além dos executivos das empresas KRNA (Korea Rail Network Authority), Korail e KRRI, núcleo do consórcio, a comitiva coreana contava com representantes de gigantes (construtoras) como Posco, Hyundai, GS Group, Lotte, Daewoo, Daelim, Samsung e SK. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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