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Gros cobra rapidez do governo para marco regulatório do pré-sal

RIO - O vice-presidente do Conselho de Administração da OGX, Francisco Gros, cobrou maior rapidez do governo na decisão sobre o novo marco regulatório do setor de petróleo e gás. Para ele, que foi presidente da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso, o governo federal deve buscar uma legislação que seja amigável ao investidor de forma a atrair recursos para o país.

Valor Online |

"O governo está repensando a regulamentação. Eu acho isso ótimo. Ele está repensando a Petrobras e eu também acho isso ótimo, mas a realidade é que o Brasil é maior que a Petrobras. Vamos rever a legislação, desde que se faça isso logo e desde que a legislação seja amigável ao investidor", afirmou Gros, que participa do seminário "Brasil: o que esperar de 2009", promovido pela Standard & Poor´s (S & P).

O conselheiro da OGX afirmou que a nova fronteira exploratória do pré-sal representa uma grande possibilidade de atração de recursos para o Brasil. Segundo ele, a correta administração desses recursos daria ao país possibilidades de maior equilíbrio econômico.

"O setor de petróleo é extraordinariamente promissor. É para o país tirar o pé da lama de uma vez por todas (com o pré-sal). Vamos de mudar de Irajá para Ipanema", brincou Gros referindo-se a um bairro da zona norte do Rio e a famosa praia da zona sul carioca.

O executivo minimizou inclusive as recentes quedas no preço do barril do petróleo, que foi do teto de US$ 147 em meados do ano para um patamar pouco acima de US$ 40. De acordo com Gros, as empresas de petróleo manterão investimentos porque o foco das companhias não é no preço atual, mas na expectativa de comportamento de valores em um horizonte mais amplo, de cerca de uma década.

A comissão interministerial criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para analisar as mudanças regulatórias para a exploração da região conhecida como pré-sal no litoral brasileiro deve entregar ainda este ano pelo menos duas propostas a Lula, que decidirá que regras serão adotadas para a área do pré-sal.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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