Abidjã, 08 - Os funcionários da Bolsa de Café e Cacau da Costa do Marfim (BCC), que entraram em greve parcial na semana passada, decidiram ampliar o protesto e bloquear os registros de exportação de cacau. Vamos bloquear os registros de exportação porque as autoridades não atenderam nossas demandas, afirmou o líder sindical Jean-Luc Achi.

Como os registros são obrigatórios, a greve deve afetar os embarques do maior produtor e exportador mundial de cacau. Por outro lado, o impacto deve ser menor porque os embarques são pequenos nesta época do ano - cerca de 10 mil toneladas por semana. O volume de exportações tende a crescer a partir de outubro, conforme avance a colheita principal da safra 2008/09.

Os 183 funcionário da BCC estão em greve porque não recebem pagamento desde junho, quando diretores da instituição foram presos sob acusação de desvio de recursos. Os gestores interinos, indicados pela Associação Nacional dos Produtores de Café e Cacau da Costa do Marfim (Anaproci), não têm acesso às contas bancárias da BCC. As informações são da Dow Jones.

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