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Grevistas discutem hoje proposta dos Correios ao TST

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) apresentou proposta ontem ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para encerrar a greve de seus funcionários, que completou 17 dias. A ECT pede ao TST que, caso a proposta não seja aceita integralmente, conceda liminar determinando a imediata suspensão da greve, ou a manutenção de pelo menos 70% dos funcionários trabalhando em cada unidade da empresa, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 100 mil.

Agência Estado |

Os grevistas farão hoje assembléias em todo o País para discutir a proposta da empresa. Mas a direção da Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect) adiantou que não concorda com alguns pontos da proposta apresentada pela ECT, principalmente no que se refere ao desconto nos salários do equivalente a 50% dos dias parados.

Segundo o diretor da Fentect, Francisco Nunes, se a proposta fosse aceita, os funcionários estariam pagando por todos os dias de paralisação, já que, além de arcarem com metade dos dias parados, teriam de compensar em horas de trabalho a outra metade.

Nos 17 dias de greve, 127 milhões de correspondências ainda não foram entregues. Desde o dia 1º, quando foi iniciada a paralisação, 390 milhões de correspondências foram postadas e apenas 67,4% delas chegaram ao destinatário. No caso das encomendas, das 9,5 milhões postadas, 96,2% foram entregues, de acordo com a ECT.

Os maiores problemas, reconhece a empresa, estão ocorrendo com serviços de entrega com hora marcada, que continuam suspensos - Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. De acordo com os Correios, 18% do total dos 108 mil funcionários estão parados e a greve atinge 21 Estados e o Distrito Federal.

Segundo a assessoria do Tribunal, a ECT propôs a retomada das negociações sobre o plano de cargos e salários de 2008, "mediante pauta previamente estabelecida" e com a mediação do TST. A empresa se compromete a pagar, em julho, agosto e setembro deste ano, um abono emergencial, "sem natureza jurídica salarial", correspondente a 30% do salário-base.

Esse abono seria pago a todos os carteiros que trabalham na distribuição externa, "em vias públicas". Nesse período de três meses, seriam negociadas a forma e o valor da incorporação do adicional. O diretor da Fentect disse que a categoria "desconfia" desse item da proposta. "Nós já negociamos outras duas vezes esse abono e a empresa não cumpriu o trato. Por isso, é complicado pedir que os trabalhadores acreditem nisso novamente", declarou.

A Empresa de Correios, segundo o Tribunal, se compromete a não demitir nenhum empregado, mas exige que a federação que representa trabalhadores se comprometa a suspender imediatamente a greve.

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