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Greve reduziu em 7% produção de petróleo, diz Petrobras

Rio de Janeiro, 14 jul (EFE) - A produção diária da Petrobras caiu hoje entre 136 mil e 400 mil barris, informaram respectivamente a empresa e os grevistas, por causa da paralisação do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), iniciada na Bacia de Campos. De um total de 38 plataformas de produção na Bacia de Campos, somente duas plataformas ainda estão totalmente paralisadas. A redução total da produção ao meio dia de hoje alcançava 136 mil barris/dia (cerca de 7% da produção no Brasil), informou a Petrobras em comunicado.

EFE |

De acordo com a empresa, a paralisação não afeta "o fornecimento de combustíveis para o consumidor".

Os líderes sindicais, por sua parte, afirmaram que a greve de cinco dias foi acatada no primeiro dia por trabalhadores em 33 das 42 plataformas marinhas (38 de produção e 4 de perfuração) da Petrobras em Campos.

Os grevistas asseguram que conseguiram paralisar totalmente a produção em 13 das plataformas, e que a Petrobras manteve em operações outras 21 com equipes de contingência.

Segundo os sindicalistas, a produção paralisada chegou a cerca de 400 mil barris, o que equivale a 21,4% do total.

A principal reivindicação dos trabalhadores em greve é que a empresa aceite como dia de trabalho a jornada que os empregados perdem em seu deslocamento da terra até as plataformas marinhas e que, para efeitos salariais, é considerado como um dia de descanso.

Os empregados das plataformas marinhas geralmente trabalham 15 dias em alto mar e descansam 21 dias em terra.

Porta-vozes da companhia petrolífera consultados pela Agência Efe disseram que a empresa considera que pode normalizar a produção no final do dia com o envio de equipes de contingência às plataformas nas quais a produção foi paralisada.

A Petrobras informou igualmente que a abertura de negociações com sindicalistas também pode ajudar a reduzir os efeitos da greve.

"No sábado, antes do inicio da paralisação iniciada à zero hora desta segunda-feira, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro concedeu liminar à Petrobras, determinando que as instalações não podem ser ocupadas, os trabalhadores em greve devem desembarcar e aqueles que desejam trabalhar devem ter acesso às instalações", informou a empresa.

A companhia ressaltou que a greve não ameaça o fornecimento de petróleo do país, já que as equipes de contingência estão preparadas para assumir as funções durante toda a semana. Além disso, o Brasil possui reservas suficientes para atender às necessidades das refinarias.

O diretor do Sindipetro-NF, Marcos Breda, qualificou de arriscado o trabalho realizado pelas equipes de contingência, pois seus integrantes são poucos e sem experiência.

"Vamos orientar os trabalhadores que estão em greve nessas 21 plataformas para solicitarem o imediato desembarque alegando razões urgentes de segurança", disse à Efe o líder sindical.

O Plano de Contingência garante "a continuidade operacional da empresa, a segurança de suas operações e o abastecimento do mercado", respondeu a Petrobras em sua nota. EFE cm/db

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