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Greve paralisa 33 das 42 plataformas da Petrobras na bacia de Campos

RIO DE JANEIRO - A greve iniciada pelos funcionários da Petrobras na bacia de Campos, área responsável por 80% do petróleo produzido no Brasil, paralisou os trabalhos em 33 das 42 plataformas na região, segundo fontes sindicais.

EFE |

 

"Na madrugada de hoje, fomos informados de que 33 plataformas aderiram ao movimento. Doze dessas plataformas estão sob o controle dos trabalhadores em greve", disse à Agência Efe o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Marcos Breda.

"Nas outras 21 plataformas há equipes de emergência da Petrobras tentando manter as unidades em operação, mas com grandes dificuldades. São equipes pequenas compostas por supervisores e funcionários administrativos forçando uma situação irregular que pode ser arriscada", acrescentou.

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne todos os sindicatos da Petrobras, a paralisação efetiva em 12 plataformas reduz a produção da estatal em 400 mil barris de petróleo por dia.

"Esse volume pode aumentar quando souberem se as equipes de contingência estão conseguindo ou não manter as operações nas outras plataformas que estão em greve", ressaltou Breda.

"Mas essa situação é arriscada já que as equipes de emergência são muito pequenas e carecem de preparação. Vamos orientar os trabalhadores que estão em greve nessas 21 plataformas para solicitarem o imediato desembarque alegando razões urgentes de segurança", diz Breda.

A bacia de Campos é a principal área de produção da Petrobras e responde por 1,5 milhão dos 1,8 milhão de barris de petróleo produzidos diariamente pela estatal e por 22 milhões de metros cúbicos de gás natural.

A principal reivindicação dos trabalhadores em greve é que a empresa aceite como dia de trabalho a viagem que os funcionários perdem em seu deslocamento do continente até as plataformas marinhas e que, para efeitos salariais, é considerado como um dia de descanso.

Os funcionários das plataformas geralmente trabalham 15 dias nas áreas marinhas, de onde a Petrobras extrai petróleo em águas profundas, e descansam outros 21 dias em terra.

"Não se trata de uma reivindicação nova. Há vários dias que discutimos isso com a Petrobras. Já realizamos algumas paralisações e a empresa não quis negociar. Para o mundo, pode ser algo novo, mas para nós é algo antigo", afirmou Breda.

Quanto aos efeitos da greve, tanto a FUP quanto a Petrobras afirmam que o petróleo armazenado é suficiente para atender às necessidades das refinarias do país nos cinco dias de paralisação.

A Petrobras, no entanto, terá problemas para garantir o fornecimento de gás natural e demorará para normalizar novamente seus estoques de petróleo.

"Já temos informações de desabastecimento em algumas unidades industriais no Rio de Janeiro", afirmou Breda.

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