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Greve para produção da John Deere em Horizontina-RS

Porto Alegre, 15 - Em razão da greve deflagrada nesta segunda-feira pelos funcionários, a linha de montagem ficou paralisada hoje na fábrica da John Deere em Horizontina, noroeste do Rio Grande do Sul. A empresa não informou quantas máquinas agrícolas deixaram de ser fabricadas.

Agência Estado |

A John Deere tem 1.800 funcionários na unidade, que produz colheitadeiras e plantadeiras. Desse total, a empresa estimou que 1,1 mil empregados aderiram ao movimento.

Conforme a Federação dos Metalúrgicos, a greve foi definida porque não houve avanço em nenhum dos pontos de pauta discutidos em reunião com a diretoria na sexta-feira passada. A categoria pede reposição linear de 10% a partir de março, adicional de insalubridade para todos os funcionários com tarefas sujeitas ao benefício, retirada de câmeras de vigilância instaladas na linha de produção e retomada das férias coletivas entre o Natal e Ano Novo, que em 2009 não foram adotadas.

O gerente de Recursos Humanos da John Deere, Edinei Schemes, disse que os sindicalistas priorizaram a reivindicação salarial, o que a empresa considera "fora de contexto" neste momento, alegando que o dissídio coletivo da categoria ocorre somente em maio. Sobre o pedido de insalubridade, explicou que a John Deere deixou de pagar o complemento aos funcionários contratados após 2004 com base em laudo validado pela Delegacia do Trabalho, que a isenta do desembolso.

As câmeras de vídeo estão instaladas há cerca de seis anos, conforme Schemes, e servem à proteção do patrimônio. Os sindicalistas consideram que há constrangimento dos funcionários com o uso do equipamento. A empresa acrescentou que, durante este período, nenhuma sanção disciplinar foi aplicada em decorrência dos equipamentos.

A unidade terá férias coletivas em abril, coincidindo com período de baixa sazonalidade na venda de máquinas agrícolas. No final de 2009, as férias coletivas habituais não foram adotadas por causa da recuperação da demanda, lembrou Schemes, após aproximadamente três meses de paralisação, entre junho e agosto, motivada por queda nas encomendas do setor.

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