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Um dia após a visita do presidente Lula ao canteiro de obras, operários que trabalham no PAC em Manguinhos, no Rio, cruzaram os braços. A paralisação atingiu, até o fim da manhã, os cerca 600 funcionários do consórcio liderado pela Andrade Gutierrez, disse Sérgio Luiz da Fonseca, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Rio.

A entidade reclama do não pagamento de horas extras aos sábados para funcionários com contratos novos. A empresa nega. A Polícia Militar foi chamada, mas não houve incidentes. A maioria dos operários voltou ao trabalho à tarde, após reunião em que ficou decidido que ninguém será demitido.

Pedreiros e carpinteiros recebem cerca de R$ 900. Aqueles com contratos firmados no início das obras trabalham de 7h às 17h durante a semana e recebem adicional de 70% aos sábados. Os recém-contratados trabalham de 7h40 às 15h20 durante a semana e aos sábados, sem pagamento de horas extras. "É no sábado que a gente pode fazer a nossa hora extra para poder comprar alguma coisa nas Casas Bahia", lamentou Antônio Oliveira, de 38 anos. Segundo a Andrade Gutierrez, o "contrato prevê atuação de funcionários também aos sábados, de acordo com as leis trabalhistas e a convenção coletiva de trabalho, recebendo inclusive a hora extra".