Atenas, 16 mar (EFE).- A Grécia enfrenta hoje mais um dia de greve, que desta vez é protagonizada pelos médicos do setor público e pelos servidores da distribuidora de energia estatal.

Os profissionais das duas categorias protestam contra a política de cortes nos salários que o Governo adotou para reduzir a enorme dívida do país.

Segundo o jornal "Ekathimerini", mais da metade dos hospitais públicos do país serão afetados pela paralisação desta terça-feira.

Pelo menos seis centros médicos da capital, incluindo o Hospital Infantil e o Hospital Geral da ilha de Creta, não farão as operações programadas para hoje nem atenderão consultas pré-agendadas.

A greve nas unidades do sistema de saúde começou ontem, no Hospital Infantil Aglaia Kyriakou, em Atenas. A expectativa é que a paralisação continue amanhã e na quinta-feira, tanto na capital grega como nas outras regiões em que os médicos decidiram cruzar os braços.

Além de reclamarem da suspensão do pagamento de horas-extras, os profissionais da área se queixam dos cortes no orçamento para o setor.

Por sua vez, os servidores públicos da distribuidora de energia DEH, que ontem ocuparam a sede da companhia, iniciaram nesta terça-feira uma greve de 48 horas.

Os funcionários protestam contra os cortes nos salários, a diminuição das contribuições previdenciárias e a suspensão de novas contratações.

Por causa da paralisação, seis termelétricas já pararam de funcionar. O principal sindicato ligado à empresa advertiu que existe risco de blecautes. Até agora, no entanto, não foram detectados problemas de fornecimento.

Amanhã, será a vez de os postos de gasolina pararem. Os donos dos estabelecimentos, que agora são obrigados a emitir notas fiscais para os clientes, resolveram ficar sem funcionar por um período de 24 horas. EFE afb/sc

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