Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Greve na Boeing leva empresa a paralisar fabricação de aviões

SÃO PAULO - Após o fracasso nas negociações salariais com seus funcionários, a Boeing anunciou que irá paralisar todas as suas atividades de produção. Os empregados decidiram pela greve na sexta-feira.

Valor Online |

No total, 27 mil funcionários da empresa, ligados ao sindicato Internacional Association of Machinists and Aerospace Workers (IAM), cruzaram os braços no sábado após rejeitar a última oferta da fabricante. Outros empregados, não afiliados ao sindicato, devem comparecer ao trabalho, mas a produção de aeronaves será suspensa. Eles deverão apenas realizar suporte a aviões já entregues e o fornecimento de peças de reposição.

Infelizmente, as diferenças eram muito grandes para serem superadas, afirmou o presidente e executivo-chefe da Boeing Aviões Comerciais, Scott Carson.

Durante a paralisação dos trabalhos, vamos continuar a apoiar nossos clientes e seus aviões em serviço. Também vamos entregar as aeronaves que já tinham sido completadas antes da greve, mas não iremos montar novos aviões durante a manifestação, afirmou em seu blog corporativo o vice-presidente de Marketing da Boeing Aviões Comerciais, Randy Tinseth.

No último dia 3 de setembro, a Boeing apresentou sua proposta final, que, segundo ela, representaria uma renda adicional média de US$ 34 mil em três anos, entre aumento de salários, benefícios e bonificações. No total, o aumento salarial seria de 11%, divididos em três etapas anuais.

Os sindicalistas argumentam, porém, que o custo de vida no Estado de Washington, onde fica a fábrica dos aviões comerciais da Boeing, subiu muito e hoje está 3% acima da média nacional. Eles também afirmam querer mais garantias de estabilidade no emprego, o que não teria sido atendido pela empresa.

A greve e a conseqüente suspensão na produção de aeronaves deverá ter impacto muito negativo sobre a empresa. Ao fim de julho, a Boeing tinha um total de 3.695 pedidos firmes não entregues em carteira e, com a paralização, deverá atrasar a entrega de muitos desses aviões e, assim, sofrer duras penalizações financeiras por parte dos clientes. Isso deve se somar às multas relacionadas aos atrasos no cronograma do novo jato da empresa, o 787 Dreamliner, cujo programa já está mais de um ano fora do cronograma - e pode ficar ainda mais com a greve.

A última paralisação dos metalúrgicos da Boeing ocorreu em 2005 e durou quatro semanas. No total, a empresa deixou de produzir um total de 21 aeronaves nesse período.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG