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Greve na Bacia de Campos pode reduzir produção de petróleo em 400 mil barris diários

RIO - A paralisação total ou parcial de 33 plataformas de petróleo na Bacia de Campos, por conta da greve de cinco dias iniciada hoje pelos trabalhadores filiados ao Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, pode levar à redução de até 400 mil barris na produção diária de petróleo na região. De acordo com Marcos Breda, diretor de comunicação do sindicato, o patamar de queda será atingido caso sejam mantidas as condições verificadas no início do movimento, à meia-noite de hoje.

Valor Online |

 

Do total de 33 plataformas, 12 estão produzindo apenas o suficiente para geração de energia necessária ao consumo interno; nas outras 21, equipes de contingência da Petrobras atuam para manter níveis mínimos de produção.

Breda afirmou que, até o momento, a Petrobras não procurou o sindicato para discutir saídas para a greve. O movimento teve como estopim a falta de acordo entre a empresa e os trabalhadores sobre a contagem do dia de desembarque dos petroleiros como dia de trabalho, o que não é reconhecido pela companhia.

O dirigente afirmou que, caso não haja acordo dentro dos cinco dias de paralisação, a assembléia de trabalhadores deverá decidir o fim ou a continuação do movimento.

Se não houver solução, vamos avaliar e dar um encaminhamento para a categoria. Mas a decisão até o momento é de uma greve de cinco dias , frisou Breda.

Um reforço ao movimento pode ser dado amanhã, quando entidades filiadas à Federação Única dos Petroleiros (FUP) se reúnem, às 9 horas, no Rio de Janeiro para discutir a proposta de aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da Petrobras.

Uma possibilidade, segundo José Genivaldo da Silva, diretor de finanças e administração da FUP, é que o Conselho Consultivo da Federação defenda a união dos movimentos, com a paralisação, por cinco dias, inclusive das refinarias da empresa.

Vamos debater várias propostas e não está descartada a adoção, por exemplo, de paralisação ´pipoca´, com paradas de diferentes unidades a cada dia , explicou Silva.

Procurada, a Petrobras não se manifestou sobre a paralisação e informou que deverá soltar, ao longo do dia, uma nota com detalhes sobre as operações na Bacia de Campos.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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