Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Greve já afeta produção da Petrobras e pode ser ampliada

RIO DE JANEIRO - A greve de cinco dias iniciada no início da madrugada desta segunda-feira pelos empregados da Petrobras na Bacia de Campos afetou 7% da produção da companhia petrolífera, segundo a empresa, e os sindicatos, que dizem que a extração caiu 21%, ameaçam estender a paralisação a todo Brasil.

EFE |

 

A Bacia de Campos é a principal área de produção da Petrobras e responde por 1,5 milhão dos 1,8 milhão de barris de petróleo produzidos diariamente pela estatal e por 22 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Segundo a Petrobras, a paralisação iniciada nesta segunda-feira reduziu em cerca de 136 mil barris a extração diária da empresa - equivalente a 7% da produção total - o que pode ser normalizado com o envio de outras equipes de contingência às plataformas marinhas afetadas.

De um total de 38 plataformas de produção na Bacia de Campos, somente duas ainda estão totalmente paralisadas. A redução total da produção às 12h de hoje alcançava 136 mil barris/dia (cerca de 7% da produção no Brasil)", informou a Petrobras em comunicado.

Já os líderes sindicais disseram que a greve foi acatada por trabalhadores em 33 das 42 plataformas em Campos (38 de produção e 4 de perfuração) e que conseguiu paralisar totalmente a produção em 12 plataformas.

Segundo os sindicalistas, a produção paralisada chegou a cerca de 400 mil barris, o que equivale a 21,4% do total.

A principal reivindicação dos trabalhadores em greve é que a empresa aceite como dia de trabalho a jornada que os empregados perdem em seu deslocamento da terra até as plataformas marinhas e que, para efeitos salariais, é considerado como um dia de descanso.

Os empregados das plataformas geralmente trabalham 15 dias em alto mar e descansam 21 dias em terra.

"A greve pode ser ampliada a todo o país devido a outras reivindicações que afetam todos os empregados da empresa, o que será analisado amanhã em assembléias dos sindicatos", disse à Agência Efe Marcos Breda, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF).

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne todos os sindicatos da Petrobras, confirmou que se reunirá amanhã para analisar o estado das negociações com a empresa sobre a reivindicação dos trabalhadores para ter participação nos lucros da companhia petrolífera.

"É uma reivindicação de todos os petroleiros da Petrobras que será discutida amanhã. Os dirigentes da FUP podem definir um calendário de mobilizações e paralisações que afetará a empresa em todo o país", afirmou Breda.

"A direção da Companhia faz questão de ressaltar mais uma vez que a mesa de negociação deve prevalecer como forma mais adequada para o bom relacionamento entre a empresa, sua força de trabalho e as entidades sindicais", respondeu a Petrobras em seu comunicado.

Além do seu Plano de Contingência, que garantiu a continuidade operacional da empresa, a Petrobras também alcançou uma vitória na Justiça e conseguiu uma medida que impede os grevistas de atrapalharem as atividades da empresa e que continuem trabalhando.

"No sábado, antes do inicio da paralisação iniciada à zero hora desta segunda-feira, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro concedeu liminar à Petrobras, determinando que as instalações não podem ser ocupadas, os trabalhadores em greve devem desembarcar e aqueles que desejam trabalhar devem ter acesso às instalações", indicou a companhia.

A Petrobras ressaltou que a greve não ameaça o fornecimento de petróleo do país, já que as equipes de contingência estão preparadas para assumir as funções durante toda a semana. Além disso, o Brasil possui reservas suficientes para atender às necessidades das refinarias.

Breda disse ser arriscado o trabalho realizado pelas equipes de contingência, já que seus integrantes são poucos e sem experiência.

"Orientamos os trabalhadores que estão em greve nas plataformas que solicitem o imediato desembarque alegando razões urgentes de segurança", disse à Efe o líder sindical.

O Plano de Contingência garante "a continuidade operacional da empresa, a segurança de suas operações e o abastecimento do mercado", destacou a Petrobras em sua nota.

Leia também:

 

Leia mais sobre: Petrobras  

Leia tudo sobre: grevepetrobras

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG