Montevidéu, 20 ago (EFE).- A primeira grande paralisação de um dia contra o Governo uruguaio, presidido por Tabaré Vázquez, transcorre hoje com grande adesão na capital Montevidéu, mas com menos força no resto do país, segundo dados oficiais e de sindicatos.

A greve geral foi convocada pela principal central de trabalhadores do país, a PIT-CNT, que reivindica melhores salários, aumentos para os aposentados e mais orçamento para a educação.

"A greve pode chegar a ser grande, mas, me parece, será pouco efetiva", afirmou o ministro do Trabalho e Seguridade Social, Eduardo Bonomi.

Outra exigência dos trabalhadores é que "se acelerem" os acordos nos Conselhos de Salários, onde atualmente empregadores e representantes sindicais negociam com a mediação do Governo.

"As negociações foram lentas, mas continuam, e não acho que, devido à greve, o ritmo vai se acelerar", acrescentou Bonomi.

Em Montevidéu, onde vive metade dos 3,4 milhões de uruguaios, a paralisação é bem grande: não há atividade bancária nem financeira, e as escolas, liceus, institutos de formação profissional e universidades públicas não abriram.

Nos hospitais, apenas as emergências funcionam, ao passo que as policlínicas suspenderam suas atividades.

Por sua vez, as repartições públicas mantiveram suas portas abertas, embora a maioria dos funcionários tenha aderido à greve.

Já o transporte coletivo está reduzido a um serviço de emergência, a cargo da principal empresa do setor. EFE jf/sc

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