A paralisação foi organizada pelo sindicato de funcionários estatais Adedy e pela Confederação de Trabalhadores Gsee

A greve geral de 24 horas convocada para esta quinta-feira na Grécia pelos sindicatos majoritários, contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo, deixou o país sem serviços de navios, de trens e sem transporte público urbano.

Os serviços de trens metropolitanos e de bondes funcionarão nesta quinta-feira apenas para facilitar o acesso dos manifestantes ao centro de Atenas, onde os trabalhadores se reunirão em dois pontos para depois marcharem rumo ao Parlamento.

Os servidores públicos, que passam de 500 mil, estão entre os mais afetados pelos cortes de despesas que o governo socialista impôs para economizar cerca de 30 bilhões de euros em três anos. Os sindicatos rejeitam "as medidas extremas no sistema de seguridade social, que afeta os trabalhadores e aposentados e, especialmente, a nova geração". Além disso, denunciam o alto índice de desemprego, que alcançou 12% em fevereiro.

Os controladores aéreos não participam da manifestação, por isso a maioria dos voos acontece normalmente, exceto em 50 destinos no interior do país e nas ilhas devido à participação de funcionários de alfândegas nos protestos.

Os hospitais públicos funcionam apenas com pessoal de emergência por conta da participação de médicos e de enfermeiros na greve. As autoridades policiais estão em alerta para evitar incidentes durante as manifestações e proteger a propriedade pública, como solicitou a Câmara de Comerciantes de Atenas após os danos sofridos durante os distúrbios dos protestos anteriores.

A confusão durante a última greve geral, no dia 5 de maio, causou três mortes e deixou 70 feridos em Atenas.

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