Embora a proposta apresentada ontem pela Petrobras não tenha agradado aos petroleiros, a greve com parada de produção na Bacia de Campos será encerrada amanhã, afirmou nesta tarde o coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense (Sindipetro-NF), José Maria Rangel. Segundo ele, o pleito pelo pagamento do dia do desembarque das plataformas passará a ser discutido agora no âmbito nacional, com o apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

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  • Os trabalhadores reúnem-se amanhã para avaliar a proposta da Petrobras sobre pagamento de horas extras para funcionários embarcados em plataformas e para discutir o cronograma de greve elaborado pela FUP, que estipulou um prazo até 24 de julho para a estatal apresentar contrapropostas para a questão da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de negociar a questão do dia do desembarque. Caso contrário, a categoria ameaça greve geral com parada de produção e refino de petróleo a partir do dia 5 de agosto.

    Rangel contestou a informação de que as plataformas na Bacia de Campos estejam operando em ritmo normal. Segundo ele, as equipes de contingência são reduzidas e teriam problemas para manter a produção a plena carga. Na mobilização nacional de 48 horas iniciada hoje, os funcionários de refinarias e terminais da companhia estão impedindo ou atrasando as trocas de turnos.

    O diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Hélio Seidl, disse à Agência Estado que o movimento enfrenta problemas em duas refinarias: em Manaus, a Petrobras estaria impedindo a saída de trabalhadores considerados fundamentais para a operação da planta; na Bahia, a companhia conseguiu na Justiça interdito proibitório impedindo a atuação do sindicato nas proximidades da refinaria, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia. "A empresa está lançando mão de procedimentos antidemocráticos", criticou o dirigente sindical.


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