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Greve dos Correios será levada ao TST

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) decidiu entrar hoje com um pedido no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para declarar abusiva a greve de seus funcionários, iniciada na terça-feira e que já deixa 23 milhões de encomendas - ou 61% da carga diária que circula no País - retidas nos depósitos da empresa. Com a paralisação, foram suspensos também os serviços de entrega com hora marcada, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta.

Agência Estado |

Caso o pedido da ECT seja aprovado, o TST pode determinar a manutenção dos serviços, em um porcentual mínimo, geralmente de 30%, e o desconto dos dias parados. Antes, o tribunal deve realizar uma audiência de conciliação entre as partes.

Segundo informações da assessoria de comunicação da ECT, a adesão à greve atingia ontem os mesmos 40% (de um total de 110 mil funcionários) de terça-feira, embora outros três Estados (Espírito Santo, Santa Catarina e Roraima) tenham aderido ao movimento.

O porcentual permanecia o mesmo, segundo a assessoria, porque algumas unidades na Grande São Paulo, que concentra 10 mil dos 55 mil carteiros do País, tinham voltado ao trabalho. Com a adesão dos três Estados, apenas Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Amapá não participam da greve. A empresa começou ontem a descontar os dias parados do salário dos grevistas.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Distrito Federal, Moysés Leme, contestou os dados da ECT e declarou que a paralisação chega a 70% da área operacional.

Os grevistas reivindicam aumento de salário, dos atuais R$ 603 para R$ 1.119, além de um adicional de risco no porcentual de 30% do salário de cada trabalhador.

A ECT, por sua vez, argumenta que os ganhos dos empregados foram superiores aos reajustes do salário mínimo e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Além disso, também de acordo com a ECT, a partir de junho a companhia incorporou aos salários de mais de 57 mil funcionários um adicional no valor fixo de R$ 260. Para 33 mil carteiros da companhia, a quantia representa mais que 30% do salário.

A ECT informou ainda que o valor do adicional, que representará despesas de R$ 260 milhões anuais, foi definido com a preocupação de não comprometer as finanças da empresa. As informações são do O Estado de S. Paulo

*C/ Marianna Aragão

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