Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Greve deixa Argentina sem gasolina na véspera de feriado

Os postos de combustíveis na Argentina paralisaram as vendas hoje, às vésperas de um feriado prolongado no País (segunda-feira é o Dia da Virgem Maria). Os únicos postos abertos são de grandes empresas de petróleo, que oferecem um serviço precário.

Agência Estado |

Proprietários e empregados cruzaram os braços para reclamar da margem de lucro, que está caindo ano após ano desde que o ex-presidente Nestor Kirchner assumira o governo, em maio de 2003, e continua no governo de sua mulher, Cristina, que assumiu em dezembro do ano passado.

A decisão da paralisação foi unânime e ameaça deixar o país sem combustível no final de semana prolongado. O sindicato dos empregados dos postos informou que a adesão é total e o desabastecimento será inevitável. Os empregados apóiam os patrões porque aproveitam para reivindicar melhores salários, eliminação das demissões e das férias coletivas. Já as câmaras empresariais querem um acordo com o governo para que o negócio volte a ser rentável.

Dois mil postos de serviços permanecerão fechados até a meia-noite de sábado, afetando principalmente as pessoas que pretendiam viajar para aproveitar o feriado. Segundo dados das câmaras e dos sindicatos, desde 2003, três mil postos de gasolina foram fechados e 40 mil trabalhadores do setor foram demitidos. Os cerca de 50 mil trabalhadores que ainda restam temem novas falências e maior desemprego. Desde outubro, 700 trabalhadores se encontram em férias coletivas, recebendo apenas 70% do valor do salário, como prevê a lei na Argentina.

De acordo com fontes do setor, 64% do volume de combustíveis vendidos por ano ficam nas mãos do Estado por meio dos impostos, 30% pertencem à rentabilidade das refinarias e somente 6% com os donos dos postos. As demissões e as férias coletivas ocorrem porque os empresários não têm rentabilidade suficiente para pagar os salários. "As petrolíferas querem que os donos de postos independentes quebrem para que possam comprá-los e completar a cadeia desde a produção até a venda", disse a fonte. Na próxima segunda-feira, haverá nova reunião entre câmaras e sindicatos para decidir os novos passos do setor e outras paralisações não estão descartadas.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG