A greve por tempo indeterminado do pessoal da Lufthansa nos aeroportos alemães, iniciada à meia-noite passada (19h de domingo em Brasília), não causou, até o momento, grandes transtornos no tráfego aéreo, informou a companhia nesta segunda-feira.

Cerca de 5.000 funcionários da empresa aderiram hoje à paralisação convocada pelo sindicato de serviços Verdi.

Nesta segunda à tarde, a Lufthansa informou que conseguiu manter, até agora, 1.200 de seus 2.000 vôos diários.

"No primeiro dia de greve, constatamos que nossas medidas de precaução estiveram à altura", declarou um porta-voz da companhia aérea.

O protesto tem maiores repercussões no aeroporto de Frankfurt (oeste), o terceiro da Europa, e também nos de Colônia (oeste), Düsseldorf (oeste) e Munique (sul), segundo o encarregado do sindicato de negociar com a empresa, Erhard Ott, em entrevista à emissora ZDF.

Ott confirmou que o movimento teve poucas conseqüências no tráfego aéreo, ainda que seja um período de férias.

"O objetivo da greve não é impedir que os passageiros tomem o avião, mas exercer pressão sobre a companhia", explicou, acrescentando que o sindicato estima em cinco milhões de euros as perdas diárias da greve para a empresa.

Paralelamente, a Lufthansa também enfrenta outro conflito salarial, protagonizado pelos pilotos de duas filiais, que também reivindicam aumentos e, nas últimas semanas, já ameaçaram parar.

mtr/tt

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