Paris, 13 out (EFE).- A greve contra a reforma da previdência na França, que foi nesta terça-feira a maior desde o início dos protestos em março, continuava hoje em alguns serviços de transportes, em particular os trens, e quase totalmente nas refinarias.

Paris, 13 out (EFE).- A greve contra a reforma da previdência na França, que foi nesta terça-feira a maior desde o início dos protestos em março, continuava hoje em alguns serviços de transportes, em particular os trens, e quase totalmente nas refinarias. A circulação de trens pelo segundo dia consecutivo estava muito reduzida, segundo os números informados pela Sociedade Nacional de Estradas de Ferro (SNCF, na sigla em francês), idênticos aos de ontem. Funcionou apenas um terço dos trens de alta velocidade com saída ou destino a Paris, em torno de 40% dos regionais e cercanias da capital e um terço dos demais. Quanto aos trens internacionais, o serviço normal do Eurostar entre Paris e Londres contrasta com a anulação de todos os trens noturnos entre a capital francesa e a Espanha, e ainda os provenientes da Espanha que atravessam a França rumo à Itália e à Suíça. Outro dos poucos setores nos quais continua a greve é o de refino. Os protestos de hoje devem afetar, em maior ou menor medida, as 12 refinarias que há na França metropolitana, e não as 11 afetadas ontem. No entanto, a União Francesa das Indústrias Petrolíferas (Ufip) havia destacado que não havia risco de escassez de combustível nos postos de gasolina nesta semana, a menos que o público se apressasse para encher o tanque. Após a jornada de ontem, na qual, segundo os sindicatos, houve 3,5 milhões de manifestantes nas ruas - o maior número desde que se iniciaram em março as mobilizações contra a elevação em dois anos da idade de aposentadoria -, convocou-se um novo protesto no sábado com mais manifestações por todo o país. Os setores mais radicais e mais sindicalizados pretendem prolongar as interrupções. O primeiro-ministro francês, François Fillon, repetiu ontem que não haverá novas concessões, e que será aprovada a lei sobre a previdência, cuja tramitação no Senado deve terminar nos próximos dias. O ministro do Trabalho, Eric Woerth, ressaltou que a reforma "é razoável" porque aumentar a idade de aposentadoria em dois anos "é um esforço menor do que se pede em muitos países europeus". EFE ac/sa

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