Atenas, 13 abr (EFE).- A Grécia vive a partir desta terça-feira uma nova série de protestos e interrupções trabalhistas de diferentes classes, como advogados, taxistas e funcionários públicos, contra as medidas de ajuste previstas pelo Governo.

Atenas, 13 abr (EFE).- A Grécia vive a partir desta terça-feira uma nova série de protestos e interrupções trabalhistas de diferentes classes, como advogados, taxistas e funcionários públicos, contra as medidas de ajuste previstas pelo Governo. Os advogados não trabalharão nos próximos três dias como sinal de rejeição pela decisão governamental de impor o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) a seus serviços. Centenas de vendedores de mercados ao ar livre, que costumam oferecer produtos agrícolas, também deixaram de trabalhar nesta terça e protestam diante do Ministério das Finanças pelos altos impostos. Os mercados também não estarão abertos na quarta, o que afetará as classes sociais mais baixas, já que seus produtos costumam ser mais baratos que os oferecidos nos supermercados. Os taxistas e os funcionários das Prefeituras não trabalharão na quarta-feira, para protestar contra as medidas de economia impostas pelo Executivo do primeiro-ministro, Yorgos Papandreu. A principal reclamação dos taxistas é contra a obrigação de emitir recibos aos clientes e declarar todas as suas receitas. Os motoristas de ônibus da Grécia não trabalharão na quinta-feira entre 11h e 17h locais (5h às 11h de Brasília). Além disso, o movimento de trabalhadores do setor privado e público filiado ao Partido Comunista "Pame" convocou uma greve de 48 horas para os dias 21 e 22 de abril contra os cortes nos salários. Eles exigem que o salário mínimo seja aumentado de 740 euros a 1.400 euros mensais. O sindicato majoritário de funcionários Adedy também convocou uma greve de 24 horas para o dia 22 como protesto pelos cortes no setor público. O Governo pretende economizar 4,8 bilhões de euros em 2010 e render seu déficit público, que em 2009 chegou a 13% do Produto Interno Bruto (PIB), para 8,7% este ano e para menos de 3% até 2012. Os sindicatos temem que a ajuda de 30 bilhões de euros por parte da zona do euro, somada a cerca de 15 bilhões do Fundo Monetário Internacional caso a Grécia solicite, poderia significar mais cortes e novos impostos. EFE afb-jk/fm
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