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Grandes rodovias paulistas enfrentam gargalos

Os congestionamentos em São Paulo vão além dos limites da capital. Há gargalos de tráfego em pelo menos 40 pontos de grandes rodovias no interior paulista, nas proximidades de Campinas, São José dos Campos, Santos, Sorocaba e São Bernardo, segundo a Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).

Agência Estado |

Todos os dias, notam-se filas de veículos em Dutra, Anchieta, Anhangüera, Bandeirantes, Raposo Tavares, Régis Bittencourt e Dom Pedro I, entre outras estradas. Nos horários de pico, o trânsito é pior do que na Avenida dos Bandeirantes, na capital - considerando uma sexta-feira no fim de tarde, às vésperas de um fim de semana prolongado, quando o movimento ultrapassa os 5 mil veículos por hora. No acesso a Jundiaí pela Anhangüera, por exemplo, perde-se meia hora para percorrer uma só área, onde o movimento ultrapassa 37 mil veículos por hora.

Os gargalos surgem até em fins de semana. Na Fernão Dias, o trecho concedido em fevereiro apresenta engarrafamentos de Mairiporã a Atibaia, entre o km 35 e o km 65, principalmente nas sextas-feiras e domingos à noite. Nesses dias, a estrada é utilizada para ida e volta de chácaras e casas de campo.

Quem mais sente as lentidões, porém, são as empresas de transporte. Para evitar perdas, elas procuram rotas alternativas, mas nem sempre encontram. "Na Via Anchieta, na região de São Bernardo do Campo, não tem saída. O negócio é enfrentar os congestionamentos entre o km 10 e o km 29", afirma o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp), Flávio Benatti. A necessidade de transpor a capital, numa rota Santos-Campinas, por exemplo, aumenta a viagem em 1h30, em média.

A Anhangüera é outro exemplo de estrangulamento de tráfego provocado pelo excesso de veículos. "Foi transformada numa grande avenida que liga o interior à capital. Mas há problemas também na Dutra, até depois da cidade de Taubaté, e no Estado do Rio. Para melhorar seria necessário fazer marginais, num projeto que demandaria R$ 1,2 bilhão de investimentos", afirma o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, Moacyr Duarte.

Existe um pacote de obras previstas para serem realizadas ao longo de pelo menos dez anos pelas concessionárias de rodovias. Os editais de concessão prevêem que, sempre que um determinado trecho rodoviário atinja mais de 50 horas anuais de grandes congestionamentos, a empresa faça por sua conta obras de ampliação da capacidade de fluxo.

Na Dutra, ainda seria necessário alargar e reforçar cerca de 200 pontes e viadutos. Há uma negociação em curso na Associação Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), do governo federal. Uma saída de custeio seria construir mais praças de pedágios e reduzir a tarifa.

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