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Grandes bancos dos EUA não se manifestam sobre danos sofridos por caso Madoff

Ao contrário dos estabelecimentos europeus, os bancos americanos não tinham divulgado até a tarde esta terça-feira (16) qualquer perda decorrente do caso Madoff.

AFP |

 

Desde a detenção, quinta-feira (11), do gestor de fundos Bernard Madoff, os bancos europeus e asiáticos anunciaram rapidamente perdas potenciais de um total superior a 10 bilhões de dólares.

Nos Estados Unidos, a única vítima importante até hoje é o gestor de ativos Fairfield Greenwich Group, que se gaba de conseguir para seus clientes lucros moderados, mas estáveis. O fundo admitiu já na sexta-feira passada perdas potenciais de 7,5 bilhões de dólares em investimentos gerenciados por Bernard Madoff.

De acordo com o New York Times, o fundo Ascot Partners pode sofrer perdas de 1,8 bilhão de dólares. O Tremont, que pertence à seguradora MassMutual, anunciou perdas potenciais de menos de 10 milhões de dólares, apesar de o jornal Financial Times adiantar o número de três bilhões.

A imprensa americana também mencionou várias celebridades que foram vítimas do gigantesco esquema de fraude armado por Madoff. Fundações como as do Prêmio Nobel Elie Wiesel ou do diretor de cinema Steven Spielberg, mas também grandes empresários e políticos, tinham uma confiança total no muito respeitado Bernard Madoff.

Fundações da comunidade judaica de Nova York, com a qual o ex-presidente do Nasdaq estava muito envolvido, tiveram que fechar suas portas. Carl e Ruth Shapiro, generosos doadores do Museum of Fine Arts de Boston, perderam 40% de sua fortuna.

Porém, o silêncio das instituições financeiras de Wall Street representa um contraste surpreendente com a enxurrada de anúncios procedentes dos grandes bancos europeus como HSBC, BNP Paribas ou Fortis.

O banco de negócios Goldman Sachs, que publicou nesta terça-feira suas primeiras perdas desde sua introdução na Bolsa, não disse uma palavra sequer sobre o caso.

Os analistas se mantêm prudentes: os bancos só têm que publicar suas contas uma vez por trimestre, e Wall Street ainda pode sofrer novas depreciações após essa fraude histórica.



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