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Grã-Bretanha descarta copiar EUA

A Grã-Bretanha descartou ontem a idéia de fazer um resgate financeiro similar ao dos Estados Unidos, apesar das declarações do secretário do Tesouro americano, Henry Paulson. Não estamos trabalhando neste momento para implementar um regime regulatório ao estilo dos Estados Unidos, afirmou à agência Reuters um porta-voz do Tesouro britânico, que não foi identificado.

Agência Estado |

"No entanto, o primeiro-ministro (Gordon Brown) e o chanceler (David Miliband) deixaram claro que tomaremos qualquer ação financeira que seja necessária em nome da estabilidade do sistema."

A Grã-Bretanha também enfrenta problemas decorrentes do boom imobiliário dos últimos anos. Em fevereiro, o governo de Gordon Brown estatizou o Northern Rock, um dos bancos que tinham a situação mais complicada, por ser especializado na concessão de hipotecas. A decisão foi duramente criticada no país.

O porta-voz do Tesouro britânico ressaltou que há um contato direto entre as autoridades da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos. Mas frisou que cada país tem seu próprio arsenal de medidas para lidar com a crise de crédito que se seguiu à debacle no segmento imobiliário.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse ontem que foi irresponsabilidade dos Estados Unidos deixar que seus bancos e as instituições de crédito operassem com tão pouca supervisão governamental. "As coisas não podem funcionar daquele jeito em um nível internacional", afirmou Merkel, durante um encontro de políticos conservadores realizado em Linz, na Áustria, durante o fim de semana.

Merkel revelou ter tentado, durante a presidência da Alemanha do G-8 (grupo que reúne os países ricos mais a Rússia), obter apoio à idéia de impor mais transparência e regulação do mercado financeiro internacional, mas não conseguiu. Segundo ela, os outros países, entre eles os Estados Unidos, não deram atenção à proposta, apresentada durante o encontro anual do G-8 do ano passado, realizado em Heiligendamm, no seu país.

"Qualquer um que fabrica um produto real sabe o que se espera dele e conhece os padrões aos quais deve obedecer", comparou. "Nos mercados financeiros, você também precisa saber o que está sendo negociado. Senão, as coisas acontecem e, no final, todos nós acabamos pagando a conta", criticou.

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