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O governo da Grã-Bretanha anunciou nesta quarta-feira um gigantesco plano para ressuscitar o sistema bancário, ao valor de 50 bilhões de libras (cerca de 90 bilhões de dólares), uma operação equivalente a uma nacionalização parcial do sistema financeiro.

Um dia depois das ações dos principais bancos britânicos terem desabado na Bolsa de Londres, o governo do primeiro-ministro Gordon Brown se declarou disposto a recapitalizar o sistema bancário por meio da compra de ações dos bancos que solicitarem, pelo valor total de até 50 bilhões de libras.

Oito bancos já se comprometeram com o plano de recapitalização, o que permitirá um aumento de seu capital até o fim do ano em um total de 25 bilhões de libras (45 bilhões de dólares).

Os oito bancos envolvidos na medida são o Abbey, que pertence ao espanhol Santander, Barclays, HBOS - que está sendo comprado pelo Lloyds TSB -, HSBC, Lloyds TSB, Nationwide Building Society, Royal Bank of Scotland e Standard Chartered.

Além disso, o governo está disposto a conceder 25 bilhões de libras adicionais aos bancos que reúnam os requisitos necessários para a compra de ações preferenciais, segundo o plano, anunciado antes da abertura dos mercados, mas que não impediu a forte queda na Bolsa de Londres.

Além disso, o Banco da Inglaterra (BoE) vai injetar mais 200 bilhões de libras (360 bilhões de dólares) em créditos a curto prazo para assegurar a liquidez dos bancos.

O plano de resgate foi coordenado com o Banco da Inglaterra e o órgão de regulamentação dos mercados e serviços financeiros (FSA), com o objetivo de devolver a confiança aos mercados, em medio ao terremoto financeiro que abala quase todo o planeta.

"O plano deve restaurar a confiança no sistema financeiro", afirmou o FSA, depois do anúncio do governo, que não impediu, no entanto, a queda da Bolsa de Londres na abertura, de mais de 7%.

bur/fp

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