A GP Investimentos, maior administradora de fundos de participação em empresas do País (private equity), está finalizando a captação de recursos para um novo fundo de investimentos. Com cerca de US$ 2 bilhões, o GP V será o maior fundo já captado pela empresa.

Boa parte do dinheiro, segundo pessoas ligadas à empresa, deverá ser usado numa grande aquisição, que está engatilhada. A compra será feita pela Magnesita, uma das empresas controladas pela GP, especializada na produção de material refratário, usado em altos-fornos de siderúrgicas.

Segundo o balanço trimestral da GP, divulgado ontem à noite, o fundo anterior, GP IV (GPC4), já foi quase todo investido. Com o aumento de capital realizado este mês no laticínio Leitbom (US$ 67 milhões) e na companhia de recursos humanos Allis (US$ 21 milhões), o fundo passou a ter 90% de seu capital investido. Os 10% restantes serão usados no pagamento de taxas de administração.

Em cerca de um ano, o GP IV investiu por volta de US$ 2 bilhões, incluindo recursos do fundo e US$ 735 milhões aportados por co-investidores. Nesse período, a empresa comprou sete empresas de médio a grande porte: Magnesita, San Antonio, Farmasa (hoje sócia da Hypermarcas), Allis, LA Hotels, Leitbom e Estácio de Sá.

Os resultados da GP Investimentos no trimestre mostram um grande avanço. O lucro líquido chegou a US$ 178,6 milhões no segundo trimestre, um crescimento de 209% em relação ao mesmo período do ano passado. No semestre, o lucro líquido ficou em US$ 119,8 milhões, ou 27% a mais do que nos seis primeiros meses de 2007.

Os ativos da GP valiam ao final do segundo trimestre US$ 1,4 bilhão, um crescimento de 44% em comparação ao primeiro trimestre de 2008. O patrimônio líquido chegou a US$ 945,6 milhões, um aumento de 24%.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.