GENEBRA - Governos na Europa tentavam desesperadamente salvar bancos do colapso, ontem, enquanto crescia o medo na população. As televisões mostraram alguns clientes na Bélgica visivelmente aliviados quando conseguiram sacar dinheiro de uma máquina eletrônica do banco Fortis.

Já era perto da meia-noite na Bélgica quando o governo anunciou que o francês BNP Paribas adquiriu 75% do braço belga do Fortis pagando em ações US$ 11,4 bilhões.

Para prevenir uma corrida aos bancos, a Alemanha passou a garantir os depósitos de pessoas físicas - medida antes adotada por Irlanda e Grécia e criticada pelo governo alemão. Isso não bastou para o Hypo Real Estate (HRE), que precisou de injeção adicional de US$ 20,8 bilhões, articulada pelo governo e bancos, totalizando US$ 68 bilhões em ajuda.

O segundo maior banco italiano, UniCredit, que vem tentando vender ativos, anunciou que fará emissão de US$ 4,2 bilhões em ações.

No sábado, chefes de Estado europeus se comprometeram a proteger os bancos do continente contra a crise financeira global.

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