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Governos da Bélgica e Luxemburgo procuram comprador para Fortis

Por Paul Taylor e Philip Blenkinsop BRUXELAS (Reuters) - Os governos belga e luxemburguês corriam para achar um comprador para o atingido grupo financeiro Fortis, antes da abertura dos mercados na segunda-feira, e uma fonte do setor afirmou que o BNP Paribas está negociando a compra do grupo.

Reuters |

No segundo fim de semana de conversações sobre a crise, o primeiro-ministro belga, Yves Leterme, afirmou neste domingo que ele espera manter as operações belgas e luxemburguesas do grupo juntas, após a nacionalização da unidade na Holanda, na sexta-feira.

"Existem contatos com grupos privados, diversos grupos privados. Nós não vamos decidir esta situação com nossas costas na parede", disse ele. "A única coisa certa é que vamos mandar um sinal forte e claro para os mercados antes da abertura amanhã."

Segundo meios de comunicação belgas, o BNP Paribas concordou com o governo belga e luxemburguês neste domingo em controlar uma parcela chave dos ativos restantes do atingido grupo financeiro.

Os governos belga e luxemburguês deteriam parcelas minoritárias de 25 e 33 por cento, respectivamente, em seus países, afirmaram as notíciais. O BNP Paribas levaria ainda o Fortis Insurance Beligum e o Fortis Investiments.

O BNP não quis comentar o assunto.

O ministro do Orçamento de Luxemburgo, Luc Frieden, afirmou à emissora RTL que os governo estão próximos de uma solução para o Fortis envolvendo um dos mais sólidos bancos europeus.

"Nós estamos muito próximos de um acordo para uma combinação inteligente de um Estado forte, assumindo a resposabildiade pelo banco, e um dos maiores grupos bancários internacionais", afirmou Frieden.

Ele preferiu não especificar o nome do grupo, mas afirmou que irá envolver uma parceria público-privada na qual o Estado irá manter o direito de veto nas decisões estratégicas.

Leterme afirmou que o governo não iria vender o Fortis por preço de "banana" e que está determinado a proteger poupadores, clientes e empregados da companhia, maior empregador privado da Bélgica.

Ele foi, no entanto, menos tranquilizador em relação aos acionistas, afirmando que eles tomaram o risco de investir na empresa e que o Estado belga não irá garantir os investimentos deles.

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