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Governos africanos querem ser ouvidos na cúpula do G20

Túnis, 12 nov (EFE).- A África quer fazer ouvir sua voz na cúpula do G20 que acontecerá neste final de semana nos Estados Unidos.

EFE |

Esta é a reivindicação exposta hoje na Tunísia pelos ministros da Fazenda e governadores dos bancos centrais do continente.

A União Africana (UA) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) convocaram a reunião de Túnis para elaborar uma posição comum sobre os efeitos da crise financeira internacional nas economias africanas.

As recomendações serão incluídas na declaração final prevista para esta sexta, e tanto a UA quanto o BAD pretendem repassá-las ao G20 destacando a presença da África do Sul como país emergente e não como representante das nações africanas.

O presidente do BAD, Donald Kaberuka, ressaltou logo de início que o mundo enfrenta hoje a crise mais grave desde o final da Segunda Guerra Mundial, e previu que a África será, possivelmente, o continente que mais sofrerá as conseqüências.

Kaberuka acrescentou que, antes da crise, a economia africana progredia anualmente 6,5%, mas agora as previsões mais otimistas não ultrapassam 5%.

"Tivemos dez anos de crescimento contínuo por causa da forte demanda mundial de nossos produtos de exportação, mas a crise financeira ameaça hoje os indutores externos do crescimento na África e afeta a integração econômica", declarou.

O presidente do BAD disse que o aumento dos preços dos alimentos e do petróleo influenciou na estabilidade de grande número de países do continente.

"Mesmo assim devemos nos preparar para enfrentar uma situação ainda pior a curto e médio prazo", declarou.

Kaberuka destacou que, diante da crise, o BAD deve redobrar a prudência na facilitação de créditos, uma vez que tem recursos financeiros limitados, apelando por isto a uma maior união da entidade com o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras instituições continentais.

O presidente da Comissão da UA, Jean Ping, empregou o termo "conselho de guerra" para qualificar a conferência de Túnis, declarando que os países africanos sustentam a idéia de que o sistema financeiro internacional deve ser reformado, caso contrário não haverá estabilidade financeira.

Após a cerimônia de abertura, as deliberações continuam a portas fechadas sobre os três temas do primeiro dia: o impacto da crise financeira nas economias africanas, a crise e a arquitetura financeira internacional e suas incidências nas operações do setor privado. EFE mo/wr/fal

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