Caracas, 26 jun (EFE).- O ministro venezuelano de Energia, Rafael Ramírez, disse neste sábado que o Governo de Hugo Chávez não descarta novas nacionalizações no setor de serviços petroleiros, como parte dos esforços oficiais por manter a produção desse nevrálgico setor econômico do país.

Caracas, 26 jun (EFE).- O ministro venezuelano de Energia, Rafael Ramírez, disse neste sábado que o Governo de Hugo Chávez não descarta novas nacionalizações no setor de serviços petroleiros, como parte dos esforços oficiais por manter a produção desse nevrálgico setor econômico do país. Em declarações aos jornalistas em um ato no Palácio de Miraflores por ocasião da visita do presidente sírio, Bashar al-Assad, Ramírez explicou que "alguns particulares que operam serviços petroleiros na Venezuela optaram por boicotar as operações, uma situação que o Executivo não vai permitir". Ele deu como exemplo que a estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), da qual é presidente assumiu as "operações de cinco brocas Wilson que operavam para a empresa Petroboscan", que explora o Campo Boscan, situado no estado de Zulia. O ministro e presidente da PDVSA disse, sem dar mais detalhes, que o contrato de serviços estabelecido com a Wilson estipula que "se o contratista detém as operações então a PDVSA está em seu direito contratual de assumir as operações e foi o que fizemos". O Governo dos Estados Unidos afirmou na quinta-feira que a decisão venezuelana de nacionalizar ativos de companhias estrangeiras "não fala bem nem pressagia nada de bom para o clima de investimentos" no país sul-americano. Em comunicado, a PDVSA expressou que "rejeita categoricamente as declarações feitas por porta-vozes do império americano - estampadas em nosso país pelos meios de imprensa da oligarquia - mediante as quais se tenta mais uma vez rarefazer as relações com nossos parceiros". EFE gf/ma

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